Acessar o conteúdo principal
França/Síria/Africa

Em entrevista à RFI, Hollande pede saída urgente de Assad do poder

Da direita para a esquerda, o presidente François Hollande durante entrevista com Jean-Karim Fall (RFI), Roselyne Febvre (FRANCE 24) e David Delos (TV5 Monde).
Da direita para a esquerda, o presidente François Hollande durante entrevista com Jean-Karim Fall (RFI), Roselyne Febvre (FRANCE 24) e David Delos (TV5 Monde). DR
Texto por: RFI
4 min

Em entrevista exclusiva nessa quinta-feira, o presidente francês François Hollande defendeu a saída de Bashar al-Assad do poder o mais rápido possível. O chefe de Estado cogitou a possibilidade de um governo de transição próximo do regime de Damasco, como foi proposto pela Turquia, mas recusou qualquer tipo de acordo com o presidente sírio. O francês também se disse contra qualquer negociação com os grupos rebeldes no Mali. 

Publicidade

Um dia antes de sua viagem para Kinshasa, na República Democrática do Congo, onde participa da reunião de cúpula da francofonia, o presidente francês recebeu os jornalistas da RFI e dos canais de televisão France 24 e TV5 Monde. Durante a entrevista, François Hollande falou da situação na Síria, da crise no Mali e das relações da França com o continente africano.

François Hollande, presidente francês

Questionado sobre a crise síria, o chefe de Estado ressaltou a urgência de uma transição política no país que, segundo, ele, passa necessariamente pela saída de Bashar al-Assad do poder. “Quanto antes ele deixar o poder, mais segura será a transição na Síria. Quanto mais tempo durar o conflito, maior é o risco de uma guerra civil e do caos”, disse o presidente francês.

Hollande também foi questionado sobre o projeto apresentado pelas autoridades turcas, que sugerem que Farouk Al-Chareh, vice-presidente sírio, assuma o poder. “Eu ouvi a proposta da Turquia sobre o vice-presidente. Ainda há personalidades na Síria que podem ser uma solução de transição. Mas não há acordo possível com Bashar al-Assad”, martelou o chefe de Estado.

Crise no Mali

Durante a entrevista o presidente francês também abordou a situação do Mali, que sofre com a ação de grupos extremistas. Hollande rechaçou qualquer tipo de negociação antes de uma intervenção africana no país. “Discutir com quem? Com a Aqmi (braço do grupo terrorista Al Qaeda na região)? Quem pode imaginar que possa haver discussões úteis (com eles)?", retrucou o chefe de Estado. 

O presidente francês também reagiu sobre a possível intervenção de uma força africana apoiada por uma resolução das Nações Unidas na região. Segundo o Hollande, a França poderia participar com “apoio logístico, mas não com soldados ou tropas francesas”.
 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.