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Golfo Pérsico

Países do Golfo exigem fim da "interferência" do Irã na região

O rei do Bahrain, Hamad bin Isa al-Khalifa, (em primeiro plano) durante encontro das Monarquias do Golfo, ao sul da capital Manama.
O rei do Bahrain, Hamad bin Isa al-Khalifa, (em primeiro plano) durante encontro das Monarquias do Golfo, ao sul da capital Manama. REUTERS/Hamad I Mohammed
Texto por: RFI
2 min

As monarquias do Golfo Pérsico reunidas nesta terça-feira no dia do encerramento de sua conferência anual, em Sakhir, ao sul da capital do Bahrein, endureceram o tom contra o vizinho Irã e exigiram que ele pare “imediatamente e definitivamente” com as "ingerências em seus assuntos internos".  Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Bahrein, Oman e Emirados Árabes Unidos querem que o regime de Mahmoud Ahmadinejad facilite uma rápida transição política na Síria, sua aliada.

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Em um comunicado, os dirigentes sunitas do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) convocaram o governo xiita iraniano a renunciar a “todas as medidas que aticem as tensões e ameacem a segurança e a estabilidade regional”.

O texto também denuncia a ocupação pelo governo iraniano de três ilhas no Golfo, Abou Moussa e a grande e a pequena Tomb, reivindicadas pelos Emirados, e a oposição de Teerã de qualquer negociação ou interferência internacional sobre a disputa. Em relação ao controverso programa nuclear iraniano, as monarquias pediram que o governo de Ahmadinejad coopere com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O encontro dos países do Golfo foi marcado por pedidos de integração econômica e unidade dos membros desse grupo inquieto com a instabilidade regional, diante do conflito sírio, da crise política no Iêmen e da difícil relação com o Irã. Favoráveis a união regional, os membros do conselho deram seu apoio ao governo do Bahrein, que vive uma contestação de seu monarca sunita pela maioria xiita, que o Irã é suspeito de ter respaldado.

As monarquias pediram que a comunidade internacional se mobilize para dar assistência humanitária aos civis sírios. Na segunda-feira, o emir do Kuwait, Sabah Al-Ahmad Al-Sabah, anunciou que vai sediar no final de janeiro uma conferência internacional sobre a ajuda humanitária ao país, que há 21 meses vem sendo devastado por um conflito armado. O objetivo é reunir doadores para arrecadar o 1,5 bilhão de dólares pedido na última semana pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O valor foi estimado pela organização como o necessário para atender, em um primeiro momento, aos refugiados sírios e à população em dificuldade dentro do país.

Os países do Golfo lançaram um apelo ao Iêmen, esperando que “todos os componentes do povo iemenita participem do diálogo nacional”, previsto pelo acordo de transição de novembro do último ano.

Resposta

Nesta terça-feira, a marinha iraniana anunciou a realização de seis dias de manobras militares no Estreito de Ormuz, porta de entrada do Golfo Pérsico e rota de 40% do petróleo mundial. O Irã já ameaçou diversas vezes fechar a passagem prejudicando diretamente as monarquias árabes grandes produtoras de petróleo.

Em 2011, Teerã realizou dez dias de manobras militares na mesma zona. Há quatro meses, o país enviou um submarino e um destróier para as águas do Golfo, quando americanos e aliados realizavam exercícios no local. Segundo a marinha iraniana, o objetivo é testar sistemas antimísseis, de patrulha e reconhecimento.
 

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