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Quênia/Eleições

Eleitores participam em massa de eleições gerais no Quênia

Os quenianos fizeram longas filas diante dos locais de votação em todo o país, nesta segunda-feira, 4 de março de 2013.
Os quenianos fizeram longas filas diante dos locais de votação em todo o país, nesta segunda-feira, 4 de março de 2013. REUTERS/Marko Djurica
Texto por: RFI
3 min

Os eleitores do Quênia compareceram em grande número às urnas nesta segunda-feira, 4 de março de 2013. A votação ocorreu de maneira pacífica. A segurança foi reforçada em todo o país para evitar os atos de violência que marcaram a eleição precedente, há cinco anos.

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Em todo o país, enormes filas de eleitores se formaram desde o nascer do dia diante das seções eleitorais, e somente pequenos problemas técnicos foram registrados pela Comissão Eleitoral Independente.

Cerca de 14,3 milhões de quenianos foram convocados para eleger o presidente, deputados, senadores, governadores, membros da Assembleia estadual e uma cota de mulheres para a Assembleia nacional.

As pesquisas de opinião indicam que há uma diferença muito pequena de intenções de voto entre os dois principais candidatos à presidência, Raila Odinga e Uhuru Kenyatta. Ambos se declararam confiantes de vencer já no primeiro turno, o que implicaria obter uma maioria absoluta dos votos, mas garantiram que aceitarão uma eventual derrota.

A apuração deve começar logo após o fim da votação e os resultados serão divulgados progressivamente. No final de 2007, a lentidão da apuração após a eleição presidencial havia reforçado as suspeitas de fraude entre os partidários de Odinga, que já era candidato na época.

O anúncio da vitória de seu adversário, o então presidente Mwai Kibaki - que tem 81 anos e não se candidatou este ano - havia provocado uma violenta contestação que se transformou em confrontos étnicos et políticos sem precedentes. Mais de mil pessoas foram mortas e cerca de 600 mil ficaram desabrigadas.

Uhuru Kenyatta, que em 2007 apoiou Kibaki, é acusado pela Corte Penal Internacional por seu suposto papel na organização de atos de violência na época.

A fim de evitar qualquer incidente, 99 mil policiais foram mobilizados em todo o país. Nesta segunda-feira 400 agentes foram enviados para reforçar a segurança na região de Mombasa, a segunda maior cidade do país.

Segundo o chefe da polícia do Quênia, David Kimayo, seis policiais e seis atacantes foram mortos durante confrontos armados nesta madrugada em Mombasa e seus arredores. Ele atribuiu os ataques ao Conselho Republicano de Mombasa, um grupo separatista local que defendia o boicote das eleições.

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