Coreia do Norte/Conflito

Reunido em Londres, G8 condena ameaças da Coreia do Norte

Dois turistas perto da fronteira entre as duas Coreias, no norte de Seul.
Dois turistas perto da fronteira entre as duas Coreias, no norte de Seul. REUTERS/Kim Hong-Ji

Reunidos em Londres desde quarta-feira, os ministros das Relações Exteriores do G8 divulgaram uma declaração condenando nesta quinta-feira as ameaças da Coreia do Norte e o programa nuclear do país. No documento final, os chanceleres pedem que a Coreia do Norte se abstenha de "qualquer ato de provocação" e evite o isolamento.  

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Na declaração final, os chefes da diplomacia da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia condenam a "retórica agressiva" da Coreia da Norte, que só isolará ainda mais o país.

De acordo com estimativas das autoridades americanas, a Coreia do Norte já teria posicionado cinco mísseis de médio alcance na costa oriental. O governo sul-coreano também afirmou nesta quinta-feira que o regime comunista de Pyongyang poderia disparar tiros de mísseis Musudan a qualquer momento, em um raio de 3500 quilômetros.

Nas últimas semanas, os norte-coreanos tem multiplicado as provocações contra os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão. O governo de Pyongyang declarou que estava pronto para um ataque nuclear contra o território americano a qualquer momento, cortou as relações com a Coreia do Sul, e também ameaçou o Japão, que chegou a instalar baterias antimísseis no território, temendo uma ofensiva.

Principal aliada da Coreia do Norte, a China também tem se mostrado preocupada com a possibilidade de uma guerra, e tem multiplicado os esforços diplomáticos para diminuir a tensão. Hoje o país fechou a fronteira por terra para turistas. A Rússia também tem tentado dialogar, sem sucesso, com os dirigentes norte-coreanos.

A maior parte dos especialistas acreditam que a Coreia do Norte, apesar do discurso ameaçador, não desencadeará um conflito, já uma guerra poderia conduzir à sua própria destruição. Eles alertam, entretanto, para os riscos "de um erro de cálculo na península", que possui um aparato militar poderoso.

 

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