Coreia do Norte/Estados Unidos

Governo norte-coreano condena americano a trabalhos forçados

Soldados fazem a patrulha da ponte perto de Kaesong, em 29 de abril 2013
Soldados fazem a patrulha da ponte perto de Kaesong, em 29 de abril 2013 REUTERS/Lee Jae-Won

A Corte Suprema da Coreia do Norte condenou nesta quinta-feira o americano de origem coreana Kenneth Bae, funcionário de uma agência de turismo, a quinze anos de trabalho forçados por crimes contra o Estado. Os Estados Unidos pediram a libertação imediata de Bae, aumentando a tensão na região depois da ameaça de guerra feita pelos norte-coreanos.

Publicidade

Segundo a agência de notícias norte-coreana KCNA, o julgamento de Kenneth Bae, de 44 anos, ocorreu no dia 30 de abril. Ele nasceu na Coreia do Sul mas estudou no estado de Oregon, onde obteve a cidadania americana. Kenneth Bae foi preso em novembro na cidade portuária de Raeson, no nordeste do país. O governo norte-americano afirma ter provas contra Bae.

Segundo a imprensa sul-coreana, o americano trabalha em uma operadora de viagens e estava acompanhando um grupo de turistas. Um deles estaria em posse de um HD com dados considerados "sensíveis" pelo governo norte-coreano.Outras fontes sul-coreanas afirmam que Kenneth Bae teria tirado fotos de crianças subnutridas para alertar a comunidade internacional sobre a necessidade de enviar ajuda humanitária ao país.

O governo americano pediu que ele seja libertado imediatamente, por “razões humanitárias.” De acordo com o porta-voz Patrick Ventrell, os Estados Unidos estão acompanhando a situação através da embaixada da Suécia, já que o governo americano não possui uma representação diplomática no país.

Vários cidadãos americanos, incluindo alguns de origem coreana, foram presos na Coreia do Norte nos últimos anos. Em todas as vezes, a libertação deles exigiu meses de negociação. Analistas acreditam que o governo de Pyongyang tem a intenção de usar Kenneth Bae para pressionar os Estados Unidos.

A tensão na península coreana tem aumentado desde o ano passado. Em dezembro, a Coreia do Norte efetuou tiros de mísseis, e em fevereiro realizou um terceiro teste nuclear. Desde então, o Conselho de Segurança das Naçoes Unidas reforçou as sanções contra o país, mas Pyongyang continuou a ameaçar seu vizinho do Sul e os Estados Unidos.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.