Israel/Palestino

Processo de negociação de paz será submetido a referendo, diz Netanyahu

O premiê israelense Benjamin Netanyahu durante reunião semanal em seu gabinete, em Jerusalém, em foto do dia 28 de abril.
O premiê israelense Benjamin Netanyahu durante reunião semanal em seu gabinete, em Jerusalém, em foto do dia 28 de abril. REUTERS/Sebastian Scheiner/Pool

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse nesta quinta-feira que, no caso de um acordo de paz com os palestinos, a decisão final será submetida a um referendo. Os Estados Unidos estão tentando relançar as negociações, congeladas desde 2010.

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O premiê israelense disse ser favorável ao referendo durante um encontro com o ministro das Relações Exteriores Didier Burkhalter, de acordo com um comunicado. Em setembro de 2010, Netanyahu já havia defendido essa opção. Em novembro do mesmo ano, o Parlamento israelense também adotou uma proposta de lei impondo, pela primeira vez, a validação, por referendo, da retirada de territórios da alçada de Israel. Entre eles, as Colinas de Golan, e Jerusalém leste, ocupados e anexados pelo país.

A lei prevê a dispensa da consulta popular se dois terços do Parlamento votar a favor da cessão de alguns desses territórios. A ministra da Justiça, Tzipi Livni, encarregada das negociações com os Palestinos, se disse totalmente contra à ideia do referendo. De acordo com a imprensa israelense, Livni deve se encontrar nesta quinta-feira em Washington com o secretário de estado americano John Kerry, e expor sua posição.

Israel e Palestina se mostraram reticentes nesta quarta-feira diante da possibilidade de uma retomada das negociações de paz. A iniciativa, que tem o apoio dos Estados Unidos, valida o princípio da troca de territórios. Segundo Netanyahu, "o conflito israelo-palestino não é territorial, porque coloca em questão a própria existência do Estado de Israel." O país recusa qualquer negociação com base nos territórios antes da ocupação, em 1967, depois da Guerra dos Seis Dias.

Palestinos e israelenses tentaram retomar o processo de paz em janeiro de 2012 na Jordânia, através da mediação do Quarteto formado pela ONU, União Europeia, Rússia e Estados Unidos. As autoridades palestinas interromperam o diálogo direto em 2010, com o fim da moratória das construções de assentamentos israelenses em áreas ocupadas na Cisjordânia.

 

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