Dia Mundial da Imprensa

Sobe número de jornalistas assassinados no mundo, indicam entidades no Dia Mundial da Imprensa

Um membro do Exército para a Síria Libre em Deir al-Zor, no dia 2 de abril de 2013.
Um membro do Exército para a Síria Libre em Deir al-Zor, no dia 2 de abril de 2013. REUTERS/Khalil Ashawi

No Dia mundial da Liberdade da Imprensa, comemorado nesta sexta-feira, diversas entidades de defesa dos jornalistas divulgaram relatórios que denunciam o assassinato impune de vários profissionais da imprensa pelo mundo.

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Segundo o comitê de proteção dos jornalistas, Brasil, Nigéria, Somália e Paquistão são os paises que registraram maiores altas nesse tipo de crime nos últimos meses. Mas o triste recorde fica para o Iraque, onde o assassinato de 93 jornalistas ficaram impune nos últimos dez anos.

A data também será marcada por uma cerimônia em homenagem à jornalista etíope Reeyot Alemu, condenada a cinco anos de prisão em seu país, acusada de terrorismo. Ela é a ganhadora esse ano do prêmio Unesco Guillermo, em prol da liberdade de expressão.

Alemu foi condenada por sua abordagem crítica de questões políticas e sociais em seu país. O prêmio será entregue nessa sexta feira na Costa Rica. Mas jornalista etíope, que continua detida, não poderá participar da cerimônia.

A jornalista americana Marie Colvin, correspondente de guerra que morreu em Homs, na Síria, e a fotógrafa japonesa Mika Yamamoto também foram nomeadas ‘’World Press Freedom Hero’’ pelo IPI (Instituto Internacional da Imprensa), com sede em Viena, na Áustria. Em 2012, 39 jornalistas foram assassinados no país durante o conflito que completou dois anos em março.

Brasil é marcado por desequilíbrios

A questão da liberdade de imprensa no Brasil também preocupa as entidades. Hoje a ONU lançou no Brasil um site sobre a segurança de jornalistas, que reúne informações de diversas ongs. Só neste ano, quatro jornalistas morreram no país, de acordo com o diretor do Centro de Informação da ONU no Brasil, Unic Rio, Giancarlo Summa: dois em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e o outro no Ceará.

No ranking publicado pela Repórteres sem Fronteiras em janeiro, o Brasil aparece em 108 lugar, sendo considerado mais perigoso do que Bolívia, e que perdeu, neste ano, nove posições em relação a 2012.

De acordo com a organização, o país é marcado por diversos desequilíbrios, que ressalta que as mídias regionais são ainda muito dependentes do poder político em nível estadual. A campanha para as eleições municipais exacerbou a situação, segundo o documento.

 

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