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Israel pode ter efetuado um ataque aéreo à Síria, dizem militares

Soldados do regime de Bachar al-Assad perto de Alepo
Soldados do regime de Bachar al-Assad perto de Alepo Foto: Reuters

A força aérea israelense pode ter efetuado um ataque aéreo à Síria nesta sexta-feira para destruir armas destinadas ao Hezbollah, de acordo com declarações de responsáveis americanos e integrantes das forças armadas de Israel à imprensa. Ainda não se sabe se a ofensiva também visava armas químicas que estariam estocadas perto de Damasco.

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Em entrevista à agência Associated Press, oficiais israelenses, que não se identificaram, confirmaram neste sábado que a força aérea do país atacou o território sírio, visando um carregamento contendo um míssil destinado ao Hezbollah, no Líbano. A informação não foi confirmada oficialmente pelo governo.

O Ministério da Defesa do país apenas declarou que Israel acompanhava a situação na Síria e no Líbano, principalmente em relação à transferência de armas químicas e 'especiais'. O ataque teria destruído armas enviadas recentemente pela Rússia e que estavam estocadas perto do aeroporto da capital, Damasco. As forças armadas libanesas divulgaram um comunicado confirmando a presença de caças israelenses no espaço aéreo do país, na noite de quinta para sexta-feira.

O objetivo da ofensiva não era a destruição de locais que poderiam conter estoques de armas químicas do regime de Bachar al-Assad. Amos Gilad, especialista do Ministério da Defesa israelense, declarou neste sábado que "essas armas não interessam o Hezbollah." Segundo ele, o grupo prefere mísseis convencionais, com sistemas que atingem todo o território.

Apesar da intervençao ter sido confirmada por responsáveis americanos à rede CNN, a Casa Branca e o Pentágono não fizeram qualquer comentário.

O governo israelense declarou diversas vezes que não permitiria a transferência de armas da Síria para o Hezbollah. Israel já havia deixado entender, em janeiro, que havia realizado uma ofensiva aérea destruindo um comboio de que transportava baterias antimísseis da Síria para o Líbano.

O presidente Barack Obama declarou, nesta sexta-feira à noite, que não enviaria, em princípio, soldados americanos ao território sírio, mas prometeu investigar a presença e a utilização de armas químicas no conflito, que completou dois anos em março deste ano. Na quinta-feira, o secretário americano da defesa, Chuck Hagel, disse que o país não descartava a hipótese de armar a oposição.
 

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