Síria/ Israel

Israel diz que seu alvo é Hezbollah e não guerra civil na Síria

TV oficial síria exibe Damasco sob chamas na manhã desta segunda-feira, 6 de maio de 2013.
TV oficial síria exibe Damasco sob chamas na manhã desta segunda-feira, 6 de maio de 2013. REUTERS

O governo de Israel afirmou nesta segunda-feira que não tem a intenção de interferir na guerra civil na Síria. O Estado judeu ainda não confirma oficialmente ter realizado ataques aéreos em território sírio, conforme denunciado pelo governo do ditador Bashar al-Assad. Segundo Israel, o país não tem vocação de ingerência no conflito sírio, mas sim preocupação em impedir que armas sofisticadas cheguem às mãos dos militantes do grupo islâmico Hezbollah, no Líbano.

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Tel Aviv quer “evitar o crescimento das tensões com a síria, precisando que, se ações são postas em prática, visam apenas o Hezbollah e não o regime sírio”, disse o deputado Tzacho Hanegbi, próximo ao primeiro ministro Benjamin Netanyahu.

Ontem, Netanyahu partiu para visita oficial na China, tentando mostrar que os incidentes não modificaram sua agenda. O Ministério das Relações Exteriores da China, em comunicado, afirmou que o país “se opõe ao uso militar da força e que crê que a soberania de todo país deve ser respeitada”.

O governo sírio afirmou que o ataque israelense “abre a porta para todas as possibilidades”. As ações também foram condenadas por Egito, Irã e pela Liga Árabe. A Rússia se disse “muito preocupada” com a situação.

Armas químicas

Em entrevista a uma rádio suíça neste domingo, a juíza Carla Del Ponte, responsável da ONU por investigar crimes contra os direitos humanos na Síria, disse ter informações de que os opositores de Bashar Al-Assad usaram armas químicas.

A inspetora disse ter obtido as informações por meio de depoimentos, mas que as investigações precisam ser aprofundadas. Os resultados das apurações serão conhecidos em junho, em sessão da Comissão de Direitos Humanos da ONU.
 

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