EUA/Rússia

John Kerry chega nesta terça-feira à Rússia para discutir conflito na Síria

John Kerry durante seu discuros sobre a Síria na OTAN, em 23 avril 2013.
John Kerry durante seu discuros sobre a Síria na OTAN, em 23 avril 2013. REUTERS/Evan Vucci/Pool

O secretário de Estado americano John Kerry inicia um giro na Rússia nesta terça-feira (7), sua primeira visita oficial ao país. Ele terá um encontro com o presidente russo Vladimir Putin para discutir a situação na Síria, que está bloqueada pelas divergências entre os dois países, que integram o Conselho de Segurança da ONU como membros permanentes.

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A ação internacional está bloqueada no Conselho de Segurança da ONU, que não conseguem adotar sanções conjuntas contra a Síria por conta do veto de russos e chineses, membros permanentes e aliados do regime de Bachar al-Assad. O conflito, que teve início em março de 2011, já deixou mais de 70 mil mortos segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Nesta segunda-feira, o senador americano Robert Menedez, presidente da Comissão de Assuntos Estrangeiros, propôs uma lei que autoriza os Estados Unidos a fornecerem armas para alguns grupos da oposição síria. O parlamentar, da bancada democrata, pediu que a Casa Branca agisse antes mesmo da publicação de informações sobre a utilização de armas químicas no conflito.

"É importante que o secretário Kerry tenha uma reunião completa e substancial com o presidente Putin", declarou um responsável com o departamento de Estado. De acordo com ele, além da Síria, outros assuntos devem ser abordados: o atentado de Boston, o desarmamento do país, o controverso apoio ao Irã e à Coreia do Norte, além da questão dos direitos humanos no país. "É raro ter a oportunidade de falar diretamente com o presidente Putin", declarou.

Kerry deve deixar Washington nesta segunda-feira à tarde, e estará em Moscou nesta terça e quarta-feira. Esta será sua primeira visita oficial como chefe da diplomacia americana. Além de Putin, o secretário de estado americano também se encontrará com o chanceler Serguei Labrov, com quem, dizem os especialistas, ele tem mais afinidade política. Os dois já se reuniram três vezes, desde o início de fevereiro em Berlim, Londres e Bruxelas.
 

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