Israel/Palestina

Israel aprova novas construções em assentamento na Cisjordânia

O secretário de Estado John Kerry conversa com a ministra israelense da Justiça, Tzipi Livni, nesta quarta-feira, 8 de maio de 2013, em Roma.
O secretário de Estado John Kerry conversa com a ministra israelense da Justiça, Tzipi Livni, nesta quarta-feira, 8 de maio de 2013, em Roma.

Israel aprovou nesta quinta-feira a construção de 296 alojamentos no assentamento de Beit El, na Cisjordânia, ao mesmo tempo em que tenta tranquilizar os Estados Unidos sobre a retomada das negociações de paz com os palestinos, paradas desde setembro de 2010.

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A ministra israelense da Justiça, Tzipi Livni, que também foi encarregada das negociações com os palestinos, minimizou o impacto dessa decisão, tomada um dia depois de seu encontro em Roma com o secretário de Estado americano. Segundo ela, os americanos foram informados e compreenderam a decisão do governo israelense.

A ministra Tzipi Livni afirmou que a construção de 296 alojamentos na colônia de Beit El, perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, é o resultado de um acordo fechado em junho de 2012 com colonos que tinham se instalado sem autorização em um bairro do assentamento.

Esses colonos aceitaram sair do local sem violência em troca da promessa de construir cerca de 300 alojamentos para eles.

A Autoridade palestina reagiu acusando Israel de "sabotar" os esforços americanos para relançar o processo de paz.

O anúncio sobre Beit El acontece alguns dias após a divulgação de informações por parte da mídia e de uma ong israelense afirmando que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia suspendido as licitações para a construção de novos alojamentos nas colônias a fim de dar uma chance aos Estados Unidos de retomar as negociações com os palestinos.

Aos olhos da comunidade internacional, todas as colônias são ilegais, independentemente do fato de terem sido autorizadas ou não pelo governo. Mais de 360 mil colonos israelenses vivem na Cisjordânia ocupada e cerca de 200 mil nos bairros de colonização de Jerusalém Leste.

Interrogada sobre as dicussões realizadas por John Kerry para relançar o processo de paz, a ministra Livni disse que há progressos em direção "à abertura das negociações". "O secretário de Estado mostrou uma determinação que não víamos há anos", afirmou ela.

Kerry anunciou na quarta-feira, após o encontro com Livni, que irá pela quarta-vez a Israel nos dias 21 e 22 de maio. 

Nesta quinta-feira o secretario de Estado americano John Kerry continua em Roma sua turnê internacional visando relançar o processo de paz israelo-palestino e conseguir avanços nas negociações sobre a Síria.

Ele se encontra com o chefe do governo italiano, Enrico Letta e com a ministra das Relações Exteriores, Emma Bonino.

Sobre a Síria, John Kerry declarou nesta quinta-feira que o presidente Bashar al-Assad não pode integrar um governo de transição. deve reafirmar a posição dos Estados Unidos. Na terça-feira, em Moscou, ele pediu ao presidente Vladimir Putin, um aliado de Assad, para chegar a um acordo sobre o conflito que já deixou mais de 70 mil mortos.

 

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