Síria/Diplomacia

Cameron e Putin se reúnem para discutir conflito sírio

O premiê britânico David Cameron (esq) durante encontro com o presidente russo Vladimir Putin em Sochi, nesta sexta-feira, 1à de maio de 2013.
O premiê britânico David Cameron (esq) durante encontro com o presidente russo Vladimir Putin em Sochi, nesta sexta-feira, 1à de maio de 2013. REUTERS/Alexei Nikolsky/RIA Novosti/Pool

O primeiro ministro britânico, David Cameron, se reúne com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta sexta-feira, para discutir, principalmente, saídas para o conflito na Síria, tradicional aliado de Moscou. O premiê chegou nesta manhã à residência de verão da presidência da Russia, que fica no balneário de Sotchi, às margens do Mar Negro.

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"Existe uma necessidade urgente de iniciarmos uma negociação digna deste nome para impor uma transição política (na Síria) e encerrar este conflito", declarou Cameron diante da Câmara dos Comuns, em Londres, na última quarta-feira.

"Há um número crescente de informações limitadas, mas convincentes, que mostram que o regime utilizou e continua utilizando armas químicas, inclusive o gás sarin", garantiu. Diante deste quadro, o chefe do governo inglês prometeu trabalhar em todas as frentes para encontrar uma solução política para o conflito.

Vladimir Putin é dirigente chave neste sentido, por ser um dos poucos aliados de Bashar al-Assad que mantêm relações razoáveis - ainda que não sem percalços - com o Ocidente. Nesta semana, este é o segundo encontro diplomático do presidente russo para discutir a solução do conflito, que já deixou mais 70 mil mortos em dois anos.

Na última terça-feira, ele se reuniu com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry. Os dois concordaram em organizar uma conferência internacional até o fim de maio para encontrar uma diretriz política para a Síria, condizente com um acordo assinado em em Genebra, em 30 de junho de 2012 pelas grandes potências.

Este tratado não especifica o que fazer com o presidente Bashar al-Assad e a oposição síria condiciona qualquer diálogo a sua saída do poder. Apesar de o acordo ter sido visto com bons olhos pela comunidade internacional, Moscou e Washington ainda mantêm posições diferentes com relação ao destino do chefe do governo sírio. Na segunda-feira, David Cameron viaja justamente para os Estados Unidos para discutir a situação síria com o presidente Barack Obama.

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