Turquia/Síria

Turquia prende 9 suspeitos de ataques perto da fronteira com a Síria

Dois carros explodiram em frente à prefeitura e a agência de correios de Reyhanli, perto da fronteira com a Síria, neste sábado, 11 de maio.
Dois carros explodiram em frente à prefeitura e a agência de correios de Reyhanli, perto da fronteira com a Síria, neste sábado, 11 de maio. REUTERS/Ihlas News Agency

Nove pessoas foram detidas neste domingo na Turquia suspeitas de envolvimento no duplo atentado que deixou 46 mortos na cidade de Reyhanli, perto da fronteira com a Síria, no dia anterior. O governo turco acusa o regime de Damasco de estar por trás dos atentados, mas o governo sírio nega qualquer participação.

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Durante o anúncio da prisão dos 9 suspeitos, o vice-primeiro-ministro turco, Besir Atalay, afirmou que alguns deles confessaram o envolvimento nos ataques realizados na manhã de sábado com dois carros-bomba.

Desde a noite de sábado, o governo da Turquia já acusava o governo sírio de envolvimento nas duas explosões que destruíram a prefeitura e a agência central dos Correios da cidade, onde milhares de sírios estão refugiados para fugir dos conflitos entre as forças governamentais e os opositores do presidente Bashar Al-Assad.

Segundo o ministro do Interior, Muammer Güler, as pessoas e a organização responsável pelos ataques em Reyhanli foram identificadas e ficou comprovado o vínculo entre elas com o regime de Damasco e também com os serviços de informação da Síria.

A imprensa turca deste domingo evoca a pista de um pequeno grupo clandestino, os Acilciler, e seu o líder Miraç Ural, que teriam agido a pedido do regime de Al-Assad.

O ministro sírio de Informação, Omrane al-Zohbi, rejeitou as acusações e afirmou que a Síria “ não cometeu e nunca cometerá tal ato porque os valores do país não permitem”. Al-Zohbi atribuiu a responsabilidade dos atentados ao governo do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan.

O balanço dos ataques aumentou de 43 para 46 mortos neste domingo. Mais de 50 pessoas ainda continuam hospitalizadas, segundo autoridades locais.

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