Síria/Crise

Oposição síria denuncia fracasso da diplomacia do governo Obama

Barack Obama,presidente americano em foto do dia 07 de maio de 2013, em Washington.
Barack Obama,presidente americano em foto do dia 07 de maio de 2013, em Washington. REUTERS/Jason Reed

O embaixador em Paris da coalizão síria de oposição, Monzer Makhous, denuncia o fracasso da total da diplomacia americana nas negociações sobre a Síria, afirmando que a Casa Branca já não se refere mais à saída de Bashar al-Assad como uma condição preliminar às discussões.

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Para Monzer Makhous, o presidente Barack Obama se curvou diante da Rússia. O embaixador da oposição nota que desde o início do conflito os Estados Unidos sempre defenderam a saída de Assad, mas atualmente os russos conseguiram impor sua visão e já se admite que não é mais primordial que Assad deixe o poder imediatamente.

“Os americanos dizem agora que a oposição e o regime devem se reunir, discutir uma eventual transição e só depois tomar decisões. Também nos dizem que o povo sírio deve decidir o futuro de Assad - se ele deve deixar o poder agora ou estabelecer um calendário de saída do presidente em etapas -, e isso é claramente a transição imaginada pela Rússia”, diz Monzer Makhous.

Negociações

Seguem intensas as negociações entre os principais atores do conflito na Síria. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reúne-se nesta terça-feira no balneário de Sotchi, na Rússia, com o presidente Vladimir Putin, principal aliado do regime de Damasco.

O objetivo da visita de Netanhyahu é impedir Putin de vender baterias antimísseis ultramodernas ao presidente sírio, Bashar al-Assad. Ontem, durante encontro em Washington, o presidente americano Barack Obama e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disseram que vão manter a pressão sobre o regime sírio, mas a conferência internacional sobre a Síria, prevista inicialmente para o mês de maio, não deverá acontecer antes de junho devido ao bloqueio imposto pela Rússia.

O chanceler francês Laurent Fabius declarou nesta terça-feira que julga difícil organizar uma Conferência Internacional sobre a Síria, reunindo representantes do regime e da oposição, até o fim de maio. Fabius prevê pelo menos duas reuniões preparatórias na Jordânia e em Paris.
 

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