Israel/Palestinos

Palestinos celebram 65° aniversário de seu êxodo

Um manifestante palestino joga um coquetel molotov na direção das forças israelenses durante comemoração do Nakba em Ramallah nesta quarta-feira, 15 de maio de 2013.
Um manifestante palestino joga um coquetel molotov na direção das forças israelenses durante comemoração do Nakba em Ramallah nesta quarta-feira, 15 de maio de 2013. Reuters

As comemorações do 65° aniversário da Nakba (catástrofe), o nome que os palestinos dão ao êxodo ou expulsão de milhares deles após a criação do estado de Israel, provocaram confrontos entre manifestantes e as forças israelenses na Cisjordânia nesta quarta-feira, 15 de maio de 2013.

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A questão do direito dos refugiados palestinos de voltarem à sua terra de origem é um dos principais pontos de discórdia nas negociações entre israelenses e palestinos. O diálogo está atualmente parado devido a um outro obstáculo, a colonização judaica na Cisjordânia.

Os confrontos aconteceram principalmente nas proximidades de um campo de refugiados perto de Hebron e em uma prisão próxima de Ramallah, deixando vários palestinos feridos.

Em Jerusalém, a polícia israelense usou granadas ensurdecedoras contra manifestantes palestinos e prendeu vários deles.

Milhares de pessoas se reuniram na praça principal de Ramallah com cartazes nos quais estavam escritos os nomes de vilarejos palestinos esvaziados pela criação de Israel. Os manifestantes também exibiam velhas chaves, símbolos de domicílios desaparecidos.

Segundo estatísticas palestinas, 5,3 milhões de palestinos, ou seja, praticamente a metade da população palestina em todo o mundo, são recenseados pela ONU como refugiados na Síria, no Líbano, na Jordânia, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

A maioria desses refugiados vivem em campos superlotados com acesso limitado aos serviços fundamentais e ao emprego.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, ele mesmo um refugiado, provocou em 2012 a fúria de parte da sua população ao declarar a um canal de televisão israelense que não desejava voltar ao seu vilarejo natal, situado atualmente no norte de Israel.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, se recusa por sua vez a reconhecer o estado de Israel e julga que somente a força permitirá o retorno dos refugiados palestinos.

Um míssil lançado a partir da Faixa de Gaza nesta quarta-feira caiu em um terreno baldio em território israelense sem ferir ninguém, segundo o exército israelense. O tiro não foi reivindicado.

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