Síria

ONU e Rússia defendem nova conferência internacional para Síria

Combatentes da oposição do regime de Bashar al-Assad na cidade de Aleppo.
Combatentes da oposição do regime de Bashar al-Assad na cidade de Aleppo. REUTERS/Goran Tomasevic

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, está hoje em Sotchi, na Rússia para discutir sobre a crise na Síria. Em uma declaração conjunta com o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, na manhã desta sexta-feira, o líder das Nações Unidas defendeu urgência da organização de uma conferência internacional sobre o assunto.

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Reunidos no balneário russo de Sotchi, Ban Ki-Moon e Serguei Lavrov insistiram na importância da concertação diplomática para resolver o problema sírio. A conferência internacional, defendeu o chanceler russo, deve ser organizada “ o mais rapidamente possível”. Mas ele destacou que é importante saber “quem irá participar do lado sírio. Sem isso, nada vai acontecer. Também precisamos entrar em acordo sobre quais os países participantes”, enfatizou Lavrov.

Para Ban Ki-Moon, as “expectativas são altas” em torno do encontro. Hoje, o secretário-geral da ONU encontra ainda o presidente russo Vladmir Putin. A Rússia, porém, mantém uma posição ambígua sobre o conflito. Hoje, o chanceler russo reiterou que não acha escandaloso o fato de a Rússia vender armas à Síria.

Ontem, em Washington, o presidente dos EUA, Barack Obama, recebeu o primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan. Os dois concordaram que não há uma solução fácil para a guerra na Síria.

Novo vídeo

Novas imagens de opositores do regime sírio em atos violentos voltaram a circular na internet. Desta vez, um vídeo que foi divulgado ontem pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos mostra um combatente do Al Nosra, grupo ligado à Al Qaeda, executando a tiros uma dezena de homens ajoelhados. Segundo os rebeldes, os homens assassinados cometeram massacres sob as ordens do presidente Bashar Al Assad. Mas, segundo a ONG de defesa direitos humanos, eles eram, na verdade operários de um empresa de petróleo e agentes de seguranças.

Os assassinatos foram cometidos, provavelmente, no ano passado. O autor dos disparos foi identificado como um saudita, chefe do Al Nosra, morreu há um mês. O Exército Sírio Livre, principal entidade da oposição, prometeu punir crimes e atrocidades cometidos por membros do governo ou mesmo por rebeldes.

Nesta semana, um vídeo do comandante rebelde Omar Al-Farouq em cenas de canibalismo com o corpo de um soldado sírio provocou um choque na comunidade internacional que continua reticente em apoiar militarmente os rebeldes.
 

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