Arabia Saudita/xaria

Cadáveres de condenados à morte na Árabia Saudita são expostos ao público

A Árabia Saudita aplica uma interpretação rigorosa da xaria, a lei islâmica.
A Árabia Saudita aplica uma interpretação rigorosa da xaria, a lei islâmica. Getty Images

Cinco iemenitas, condenados por roubo e assassinato, foram executados nesta terça-feira (21) no sudoeste da Arábia Saudita, de acordo com a agência oficial Spa. Um outro saudita, culpado por homicídio, também foi executado na provincial de Assir, no sul do país, o que aumenta para 47 o número de execuções desde o início do ano.

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Os homens foram executados e os corpos em seguida foram expostos ao público na cidade de Jizane, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério do Interior. Uma testemunha, que viu os corpos, disse que a execução aconteceu em uma praça na Universidade de Jizane.

Uma foto publicada nas redes sociais mostra os cinco cadáveres suspensos em um cabo sustentados por dois guindastes. Os corpos foram retirados algumas horas depois da execução.

De acordo com uma testemunha, os cinco homens foram decapitados, uma prática comum na Árabia Saudita. No dia 13 de março, as autoridades executaram sete homens condenados à morte, ignorando a pressão dos defensores de direitos humanos.

A Árabia Saudita aplica uma interpretação rigorosa da sharia (lei islâmica). Crimes como estupro, morte, roubo à mão armada ou tráfico de drogas são passíveis da pena capital. Além disso, os condenados também são torturados : alguns têm as mãos amputadas ou são chicoteados. Em 2012, 79 pessoas foram decapitadas na Árabia Saudita o que torna o país o quarto que mais executa condenados à morte no mundo.
 

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