Síria

Exército sírio e Hezbollah bombardeiam Qusair

Soldados do exército sírio invadem a cidade de Qusair.
Soldados do exército sírio invadem a cidade de Qusair. AFP PHOTO/JOSEPH EID

As forças do presidente sírio Bashar Al-Assad e seus aliados do Hezbollah libanês atacaram neste sábado a cidade de Qusair em busca de posições dos rebeldes. Segundo os opositores do regime sírio, o exército trouxe reforços de tanques e artilharia.

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A cidade de Qusair fica próxima da fronteira libanesa e é considerada como uma posição estratégica pelos dois lados. Por esse motivo, dizem os rebeldes, o exército oficial tem se empenhado tanto em conquistar a região. “Nunca houve um dia como hoje desde o começo da ofensiva”, disse via Skype o opositor ao regime Malek Amar. “Os bombardeios foram tão intensos e tão violentos que parecia que eles queriam destruir toda a cidade e todas as casas”.

Em declarações à agência Reuters, um membro do Hezbollah disse que o avanço das tropas do governo foi difícil. “Estamos na segunda fase do nosso plano de ataque, mas o progresso é lento e difícil. Os rebeldes colocaram minas em todos os lugares, nas ruas, nas casas. Até as geladeiras escondem explosivos”, declarou.

A batalha de Qusair também acirra as tensões étnico-religiosas do conflito sírio que ameaça se estender por toda a região. A aliança entre os combatentes xiitas do Hezbollah ao lado dos simpatizantes alauítas de Bashar Al-Assad acirraram a tensão na região. O presidente sírio, aliás, é de origem alauíta. Já a maioria dos opositores ao seu regime são sunitas.

Negociações

A guerra de influência das potências regionais é um entrave ao avanço das discussões da Coalizão Nacional da Oposição síria que acontecem desde quinta-feira em Istambul. Segundos alguns participantes do encontro, a pressão internacional pela ampliação dos membros da coalizão enfraquece o diálogo.

Apesar da tensão, o premiê turco tentou manter o otimismo. “O dia da liberdade está próximo, meus irmãos. As forças da oposição vão derrubar o ditador”, disse Recep Tayyip Erdogan, um dos países que mais criticam o regime e a opressão de Bashar Al-Assad.

 

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