União Europeia suspende embargo de armas à Síria

Rebelde sírio nas ruas destruidas de Deir al-Zor.
Rebelde sírio nas ruas destruidas de Deir al-Zor. REUTERS/Khalil Ashawi

Após 13 horas de discussões em Bruxelas, os 27 da países da União Europeia decidiram suspender o embargo à venda de armas à Síria. Os europeus pretendem armar os rebeldes, para ajudá-los a vencer a guerra contra o regime de Bashar al-Assad, mas não haverá nenhum envio de armas antes do mês de agosto, para dar uma chance à Conferência Internacional de Paz que está sendo organizada por Washington e Moscou.

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A União Europeia autorizou os estados membros a enviar separadamente armas aos rebeldes na Síria, mas nada será feito antes do dia 1° de agosto.
Os parceiros do bloco também se comprometeram a aplicar critérios rigorosos para eventual distribuição de armas.

Essa prudência visa dar garantias à Áustria e Suécia. Esses dois países se opuseram até o último minuto à entrega de armas aos rebeldes por temer que elas caiam nas mãos de grupos como o Al Nosra, próximo da rede terrorista Al Qaeda. Além disso, acreditam que o envio de armas significa agravar a violência, com risco de desestabilizar ainda mais a região.

Os europeus também concordaram em renovar as sanções econômicas e financeiras atualmente em vigor. Foi justamente para evitar que esse conjunto de medidas desaparecesse que os mais reticentes cederam às pressões da França e Grã-Bretanha que defendem há vários meses o envio de armas aos rebeldes.
A decisão da União Europeia é considerada uma mensagem clara ao presidente sírio.

Com o adiamento da entrega de armas aos seus opositores, Bashar Al Assad não pode recusar a participação na Conferência de Paz sobre a Síria, prevista para junho. O encontro pretende reunir na mesma mesa de discussões representantes do regime e da oposição.

A organização desta conferência internacional foi tema de uma reunião ontem à noite, em Paris, entre o chanceler francês Laurent Fabius, o secretário norte-americano John Kerry e o chefe da diplomacia russa Serguei Lavrov. Ao final, Lavrov disse que a organização do evento está difícil e uma transição política na Síria é um enorme desafio.

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