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Armas/Tratado

Países começam a assinar tratado de comércio de armas

O tratado quer enquadrar o comércio internacional de armas para que não caiam nas mãos de terroristas ou contornem embargos internacionais.
O tratado quer enquadrar o comércio internacional de armas para que não caiam nas mãos de terroristas ou contornem embargos internacionais. weapon
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Nesta segunda-feira, cerca de 69 países começaram a assinar o primeiro tratado sobre comércio internacional de armas convencionais, adotado em 2 de abril passado pela Assembleia Geral da ONU e que entrará em vigor após 50 ratificações, o que deve levar entre um e dois anos.  

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O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Hector Timerman, foi o primeiro a assinar o texto, sob aplausos, durante uma cerimônia na sede da ONU, em Nova York. Os diplomatas calculam que 61 países assinam o tratado nesta segunda-feira, entre eles, diversos europeus e latino-americanos como Brasil, Chile, México e Costa Rica. Em seguida, devem ser feitas as ratificações, o que deve levar entre um e dois anos.

Estados Unidos, principal exportador de armas do mundo, deverão assinar mais tarde, Rússia e China já se abstiveram.

Termos do tratado

Com a iniciativa, cada país deve avaliar, antes de toda transação, se as armas vendidas podem ser utilizadas para contornar um embargo internacional, violar os direitos humanos ou serem usados por terroristas ou criminosos.

"Hoje é um grande dia para todos nós, mas é uma etapa intermediária", afirmou o chanceler finlandês, Erkki Tuomioja, acrescentando que, para ser realmente eficiente, o tratado tem que incluir os principais comerciantes de armas do planeta. O chanceler fez a declaração durante uma coletiva de imprensa com representantes dos sete países que negociaram o texto: Argentina, Finlândia, Austrália, Costa Rica, Japão, Quênia e Reino Unido.

O ministro argentino, Hector Timerman, criticou abertamente os Estados Unidos, ressaltando que "certos países não assinarão o tratado hoje por causa dos lobbies que lutam contra o controle das armas", uma clara alusão à National Rifle Association, Associação Nacional do Rifle norte-americana.

Do lado europeu, o ministro alemão Guido Westerwelle fez questão de fazer a viagem a Nova York para colocar a sua assinatura, dando assim um sinal positivo para os países indecisos.

O tratado, que se refere a transações internacionais e não legislações nacionais, concerne de simples pistolas a mísseis, aviões e navios de guerra. Ele foi adotado em 2 de abril de 2013 por 154 votos a favor e três contra (Síria, Coreia do Norte e Irã); 23 países se abstiveram, entre eles, os grandes exportadores de armas, como Rússia e China, e compradores de peso como Egipto, Índia e Indonésia.
 

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