Síria/Violência

Recomeçam os combates entre rebeldes e o exército sírio na fronteira com Israel e tensão aumenta

Rebeldes e militares sírios disputam o controle da passagem na fronteira entre a Síria e as colinas de Golã.
Rebeldes e militares sírios disputam o controle da passagem na fronteira entre a Síria e as colinas de Golã. REUTERS/Ammar Awad
Texto por: RFI
2 min

Depois de algumas horas de calmaria, recomeçam os combates na região próxima à fronteira, que é estratégica para os dois lados do conflito. A explosão de dois foguetes em solo israelense pode significar o fim do cessar-fogo entre os dois países, firmado há quase 40 anos.

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Desde esta quinta-feira, o exército do presidente Bashar al-Assad e grupos opositores lutam pelo controle do único posto de fronteira entre Síria e Israel, além da cidade de Quneitra, do lado sírio das colinas de Golã. O posto de fronteira é mantido praticamente fechado porque Israel e Síria estão formalmente em estado de guerra há quatro décadas, mas é considerado simbólico para ambos os lados do conflito na Síria.

Nesta quinta-feira, os rebeldes chegaram a conquistar a área por cerca de quatro horas, mas o exército sírio retomou o local com a ajuda de tanques e veículos blindados. Durante os combates, pelo menos dois foguetes caíram em solo israelense e autoridades locais fecharam estradas fronteiriças.

Um foguetes caiu também dentro da base onde ficam os soldados da força de paz da ONU, lotados na zona desmilitarizada de 10km na fronteira. Um soldado filipino ficou ferido, o que levou a Áustria a anunciar a retirada de seus 380 homens da região.

Isso pode significar o fim do acordo de cessar fogo entre Síria e Israel, firmado em 1974, que previa a desmilitarização e a presença dos soldados da ONU na fronteira.

Israel enviou uma carta ao Conselho de Segurança das Nações Unidas reclamando da presença de tanques no local. Mas ao que tudo indica, o confronto sírio começa a ecoar também em Israel, com consequências mais do que incertas.

Colaboração de Daniela Kresch

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