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áfrica/eleições

Mugabe tenta se reeleger no Zimbábue após 33 anos no poder

Cartazes de campanha de Robert Mugabe e de Morgan Tsvangirai em rua de Harare, capital do Zimbábue.
Cartazes de campanha de Robert Mugabe e de Morgan Tsvangirai em rua de Harare, capital do Zimbábue. REUTERS/Philimon Bulawayo

No Zimbábue, mais de seis milhões de eleitores vão às urnas nesta quarta-feira e podem escolher um novo presidente. O país do sul da Africa é governado há 33 anos por Robert Mugabe, hoje com 89 anos. Mugabe é candidato novamente, mas pesquisas mostram que ele pode ser derrotado pela primeira vez, isso se fraudes não ocorrerem, como já aconteceu em outras eleições.

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Pesquisas mostram que Mugabe está disputando voto a voto com seu principal rival, o primeiro ministro Morgan Tsvangirai. A maior dúvida, no entanto, é se as eleições deste ano serão limpas. Mugabe e seus aliados têm um histórico de fraudes e violências contra seus adversários. O presidente, por exemplo, não é autorizado a entrar na Europa há 11 anos devido a violações de direitos humanos.

Nas eleições de 2008, o mesmo rival Tsvangirai chegou a superar Mugabe no primeiro turno, mas os partidários iniciaram uma onda de ataques que causou mais de 200 mortes no país. Para evitar uma guerra civil, Tsvangirai retirou a candidatura e deixou o caminho livre para o homem que comanda o Zimbábue desde sua independência do Reino Unido em 1980.

Dessa vez, Mugabe promete respeitar a democracia. Ontem, ele disse que se perder, vai "entregar as armas". Contra a credibilidade das eleições, pesa que o governo não autorizou que observadores ocidentais acompanhassem a votação, cujo resultado deve ser anunciado dentro de cinco dias.

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