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Egito/Crise

UE e EUA alertam para "impasse perigoso" no Egito

No Cairo, nesta quarta-feira, manifestante pró-governo pede fim de apoio americano.
No Cairo, nesta quarta-feira, manifestante pró-governo pede fim de apoio americano. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
Texto por: RFI
3 min

Os chefes da diplomacia americana e europeia, John Kerry e Catherine Ashton, alertam para o risco de um "impasse perigoso" no Egito, em um comunicado comum publicado na noite desta quarta-feira.

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Os Estados Unidos e a União Europeia pediram o retorno da democracia no país e a libertação das personalidades políticas atualmente detidas. Ambos preveniram que cabe ao governo interino egípcio a "responsabilidade sobre a segurança e o bem-estar de todos os seus cidadãos".

No documento, Kerry e Ashton, que estiveram no Cairo em visita oficial recentemente, apontam para o risco de mais violência e divisão política, atrasando a retomada econômica e o avanço da região. O texto acrescenta que a situação do Egito "só poderá caminhar através de um processo político pacífico, no qual todos os partidos possam participar em pé de igualdade".

A declaração foi feita, após o anúncio realizado pelo governo interino egípcio na mesma data, confirmando o fracasso da mediação internacional iniciada há dez dias, para por fim a crise no país. O secretário americano de Estado adjunto, William Burns, e o representante especial do bloco europeu, Bernardino Leon, intermediavam as negociações. Representantes dos Estados Unidos, União Europeia e países árabes pressionam para um acordo entre a nova gestão militar e a Irmandade Muçulmana, movimento do presidente Mohamed Mursi, deposto no dia 3 de julho.

O ex-chefe de Estado, eleito democraticamente em 2012, está atualmente detido. O governo militar pediu aos partidários de Mursi que deixem os dois principais locais que ocupam na capital e ameaçou expulsá-los a força, após o fim do Ramadã, mês sagrado muçulmano que se encerra nesta quarta-feira.

A Casa Branca tem evitado a utilização do termo "golpe de Estado" para descrever a situação no país, a fim de evitar a suspensão da ajuda militar anual de 1, 3 bilhões de dólares que fornece ao Egito.

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