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Política/Zimbábue

Mugabe critica opositores em discurso de posse de 6° mandato

Robert Mugabe, presidente do Zimbábue, durante evento na capital, Harare, em foto do dia 13 de agosto de 2013.
Robert Mugabe, presidente do Zimbábue, durante evento na capital, Harare, em foto do dia 13 de agosto de 2013. REUTERS/Philimon Bulawayo
3 min

Em seu discurso de posse para um sexto mandato consecutivo, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, criticou duramente os países ocidentais, chamados por ele de “vis”, por considerarem injustas as eleições de 31 de julho que garantiram sua reeleição.

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“Em relação a alguns países ocidentais que possam ter uma visão diferente, negativa, de nosso processo eleitoral e de seus resultados, bem, não há muita coisa que possamos fazer por eles. Nós os rejeitamos como se fossem pessoas ‘vis’ pelas quais não devemos chorar pela sua torpeza moral. Eles têm o direito de ter suas opiniões, mas que eles reconheçam que a maioria de nosso povo aprovou o resultado das eleições”, declarou o presidente, de 89 anos.

Diante de dezenas de milhares de partidários reunidos em um estádio da capital, Harare, no dia decretado feriado para sua posse, Mugabe jurou “observar, respeitar e defender a Constitução e todas as leis do Zimbábue”. A Constituição foi adotada em março, após aprovada pelos seus aliados que têm dois terços das cadeiras do parlamento.

O primeiro-ministro demissionário, Morgan Tsvangirai, qualificou as eleições de “grande farsa”. Ele dividia o poder com Mugabe há quatro anos por pressão dos países vizinhos, uma estratégia para evitar uma guerra civil no Zimbábue.

A Corte Constitucional julgou as eleições do dia 31 de julho, “livres, honestas e críveis”, mas a oposição insiste em denunciar fraudes na votação. Apesar do convire feito a dezenas de chefes de estado africanos, poucos deles compareceram à cerimônia de posse, entre eles, os presidentes do Congo, Joseph Kabila, da Namíbia, Hifikipunye Pohamba, e da Tanzânia, Jakaya Kikwete.

A surpreendente longevidade de Mugabe alimenta os rumores constantes sobre seu estado de saúde. O presidente costuma se ausentar com freqüência para viagens “misteriosas” à Ásia. A batalha por sua  sucessão já começou dentro de seu partido, o Zanu-PF.

Entre as medidas anunciadas pelo seu futuro governo está a promessa de intensificar sua política de "indigenização", o que significa conceder aos zimbabuanos negros a maior parte do capital das filiais locais de grandes grupos  estrangeiros.
 

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