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Síria/conflito

EUA enviam navios à costa síria e Conselho de Segurança da ONU volta a se reunir hoje

Conflito na Síria volta a ser discutido hoje pelo Conselho de Segurança da ONU
Conflito na Síria volta a ser discutido hoje pelo Conselho de Segurança da ONU REUTERS/Molhem Barakat
Texto por: RFI
3 min

Os Estados Unidos enviaram hoje um novo destroyer para a costa síria, aumentando para cinco o número de navios equipados com mísseis no Mediterrâneo em caso de intervenção militar. O Conselho de Segurança da ONU volta a se reunir hoje à noite. A chanceler Angela Merkel pediu ao presidente Vladimir Putin uma reação "rápida e unânime" para proteger os civis.

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O destroyer USS Stout se dirige ao litoral sírio neste momento, segundo um responsável do Ministério da Defesa americano. Outros quarto destroyers (Mahan, Ramage, Barry e Gravely) já estão no local, prontos para lançar mísseis contra o território, caso o presidente americano autorize o ataque. Nesta quarta-feira, Obama disse que ainda não havia tomado a decisão.

Nos últimos anos, os Estados Unidos têm enviado com frequência dois porta-aviões equipados de escoltas à região do Golfo, uma medida preventiva diante da escalada da tensão com o Irã, e também para apoiar as operação aérea no Afeganistão.

Mas desde o início do ano, apenas um porta-aviões se encontra na região, por conta de cortes no orçamento destinado à defesa. A escolta de cada um deles traz mais de 80 caças e helicópteros, vários destroyers, submarinos e cruzadores, todos equipados com mísseis Tomahawk.

O Ministério da Defesa britânico também enviou, ''por precaução'' de Chipre seis caças das forças britânicas, que estão a cerca de cem quilômetros do litoral sírio. A Rússia, que continua contrária a uma intervenção, também anunciou o envio nos próximos dias de um navio lança-mísseis e um de luta anti-submarina.

Apesar das declarações dos últimos dias, que anunciavam um intervenção militar iminente depois do ataque químico do dia 21, os líderes ocidentais enfrentam a falta de unanimidade no Conselho de Segurança da ONU, onde a Rússia e a China, membros permanentes, se opõem a uma ação.

Ontem, os representantes dos dois países chegaram a deixar a sala depois da apresentação da resolução pelo Reino Unido. Hoje, o primeiro-ministro britânico David Cameron reconheceu diante dos deputados não estar "100% certo" sobre quem foram os responsáveis pelo ataque, mesmo que todos os indícios apontem para o regime sírio.

Hoje, em uma conversa pelo telefone, a chanceler alemã Angela Merkel pediu ao presidente russo Vladimir Putin apoio no Conselho de Segurança para apoiar uma reação rápida na Síria. Os dois líderes concordaram que a solução para a crise deve ser política. Os membros voltam a se reunir hoje à noite em Nova York.

O presidente sírio Bachar Al-Assad declarou que reagirá contra "qualquer agressão"  e já começou a posicionar suas forças armadas no país.

Hoje os observadores da ONU encerraram uma terceira visita a Damasco. Ontem eles recolheram amostra de sangue, urina e cabelo das vítimas do ataque perto de Ghouta.

A Casa Branca deve anunciar nesta quinta-feira os elementos que poderiam confirmar o ataque químico da semana passada.

 

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