Acessar o conteúdo principal
Síria/Intervenção militar

Intervenção na Síria pode deflagrar guerra regional, diz Alta Comissária das Nações Unidas

A Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay.
A Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay. REUTERS/Dinuka Liyanawatte
Texto por: RFI
3 min

Em discurso na abertura da 24ª Assembleia da ONU em Genebra, a Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu novamente a retomada das negociações para colocar um fim no conflito na Síria. Segundo ela, uma intervenção militar poderia deflagrar "uma guerra regional." Hoje o Congresso americano decidirá a favor ou contra uma ação.

Publicidade

Durante seu discurso, Navi Pillay lembrou que há poucas dúvidas sobre a utilização de armas químicas na Síria, mesmo se as circunstâncias e responsabilidades ainda devem ser ‘’esclarecidas.’’ A Alta Comissária reiterou a necessidade de uma ação internacional, mas uma reposta militar pode gerar um grave conflito regional.

"Não há solução simples, nem um caminho óbvio para colocar um fim a esse pesadelo, exceto retomar imediatamente as negociações para colocar um fim ao conflito. Todos os países, em parceria com as Nações Unidas, devem encontrar uma maneira de voltar à mesa de negociações e acabar com o derramamento de sangue na região."

A representante da ONU lembrou que, há dois anos, o conflito havia deixado 2600 mortos e agora o número de vítimas ultrapassa 100 mil pessoas. Hoje o Congresso americano analisará a projeto de intervenção militar do presidente Barack Obama, que está decidido a intervir no país.

Segundo a edição de hoje do Los Angeles Times, o Pentágono prepara ataques aéreos durante três dias consecutivos, pontuais, que desestabilizarão as forças sírias. Obama está convencido de será impossível obter o consenso no Conselho de Segurança da ONU para uma ação. As medidas de represálias tem sofrido o veto da Rússia e da China.

Na Europa, o secretário de Estado americano John Kerry, que hoje está em Londres, esteve em campanha no fim de semana para buscar apoio para a intervenção americana.

A França apoia a iniciativa dos Estados Unidos e o presidente François Hollande também tem buscado convencer outros países, mas concordou em aguardar a divulgação do relatório oficial da ONU sobre a responsabilidade do governo sírio no ataque químico do dia 21 de agosto no subúrbio de Damasco.

Durante uma reunião no fim de semana, os membros da União Europeia concordaram que há necessidade de uma "resposta forte" ao ataque químico, sem alusão direta a uma intervenção militar. Na Cúpula do G20, 11 países, entre eles a Alemanha, também apoiaram o princípio de uma reação "não específica."

A Rússia e a Síria pediram que os Estados Unidos concentrem seus esforços na organização de uma conferência para a Paz.
 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.