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Coreia do Norte/Nuclear

Potências afirmam que Coreia do Norte pretende reativar reator nuclear

Foto do complexo nuclear de Yongbyon feita em 27 de junho de 2008, antes que a torre de resfriamento fosse destruida.
Foto do complexo nuclear de Yongbyon feita em 27 de junho de 2008, antes que a torre de resfriamento fosse destruida. REUTERS/Kyodo
Texto por: RFI
4 min

A Coreia do Norte parece estar se preparando para reativar um reator nuclear em Yongbyon que está em um "estado terrível", segundo uma fonte russa que confirmou informações americanas e apontou o risco de uma "catástrofe" na península coreana.

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"É evidente que estão sendo realizadas obras lá já há algum tempo. Certos sinais apontam que elas preparam uma reativação", indicou uma fonte diplomática citada por agências de notícias russas. "O reator, que é uma construção dos anos 50, está em um estado terrível", enfatizou essa fonte.

A Rússia se declarou preocupada com as consequência da reativação desse reator na região. "Isso poderia ter consequências terríveis para a península coreana e provocar uma catástrofe", acrescentou a fonte russa, que no entanto enfatizou não possuir dados provando que o reator já foi reativado.

Um grupo de reflexão americano afirmou nesta quarta-feira, 11 de setembro de 2013, que a Coreia do Norte parecia ter reativado um reator nuclear da central de Yongbyon que produz plutônio, o que deveria permitir que o regime acelerasse seu programa militar.

Uma foto tirada por satélite no dia 31 de agosto mostra vapor que sai de um prédio adjacente ao reator de uma potência de cinco megawatts no complexo nuclear de Yongbyon, indicou o Instituto Americano-Coreano da Universidade Johns-Hopkins.

Para a fonte russa, a causa da emanação de vapor visível na imagem "poderia ser um simples teste do reator".

A Agência Internacional para a Energia Atômica não era capaz de explicar nesta quinta-feira o que está acontecendo na Coreia do Norte. Desde 2009 seus inspetores não conseguem uma autorização para realizar inspeções nas instalações nucleares do país. Um porta-voz explicou que a agência continua a monitorar as atividades norte-coreanas com os meios de que dispõe, como a análise de imagens de satélite.

Segundo pesquisadores americanos, o reator é capaz de produzir seis quilos de plutônio por ano, que Pyongyang poderia utilizar para aumentar aos poucos o tamanho de seu arsenal nuclear.

Em abril a Coreia do Norte havia anunciado que reativaria em breve esse reator nuclear, parado em 2007 como resultado de um acordo internacional apoiado pelos Estados Unidos.

Acredita-se que Pyongyang tenha um estoque de plutônio suficiente para produzir seis bombas, após ter utilizado parte de suas reservas em recentes testes.

No mês passado, o Instituto para a Ciência e a Segurança Internacional afirmou que o regime havia aparentemente dobrado sua capacidade de enriquecimento de urânio na central de Yongbyon.

Quando a Coreia do Norte revelou a existência da usina no final de 2010, durante a visita de um cientista americano, o prédio continha cerca de 2000 centrifugadoras para enriquecer urânio destinado, segundo Pyongyang, a abastecer uma central nuclear. Mas para Washington, Seul e seus aliados, o Norte quer utilizar esse urânio enriquecido para produzir armas.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte manifestou a vontade de retomar as negociações, supensas desde 2009, sobre seu programa nuclear. Essas discussões envolvem, além de Pyongyang, a Coreia do Sul, os Estados Unidos, a Rússia, a China e o Japão.

Mas tanto Washington quanto Seul insistem que Pyongyang deve demonstrar sua boa vontade antes de qualquer contato oficial.

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