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ONU/Irã

Hassan Rohani diz que Irã não representa ameaça para o mundo

O presidente iraniano Hassan Rouhani fez um dos discursos mais esperados da Assembleia geral das Nações Unidas
O presidente iraniano Hassan Rouhani fez um dos discursos mais esperados da Assembleia geral das Nações Unidas REUTERS/Ray Stubblebine
Texto por: RFI
3 min

O presidente iraniano Hassan Rohani tentou tranquilizar a comunidade internacional durante seu discurso nessa terça-feira, 24 de setembro, na 68ª Assembléia Geral das Nações Unidas. O chefe de Estado disse que seu país não representa uma ameaça para o mundo. O esperado encontro do líder islâmico com o presidente norte-americano Barack Obama não deve ser realizado. Segundo a Casa Branca, as autoridades de Teerã declinaram o pedido.

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Poucas horas após o discurso da brasileira Dilma Rousseff e do norte-americano Barack Obama, o presidente iraniano Hassan Rohani fez seu esperado pronunciamento na Assembléia Geral das Nações Unidas. O novo chefe da República Islâmica aproveitou a tribuna da ONU para tentar mostrar a mudança de tom na diplomacia de Teerã. “O Irã está determinado a agir de maneira responsável sobre a segurança regional e internacional”, disse o líder, insistindo que seu país “não representa uma ameaça para o mundo”.

Com um discurso ponderado, ele também declarou que seu país defende a paz “baseada na democracia e no voto em todo o mundo, inclusive na Síria e no Barein”. Segundo o chefe de Estado, “não há soluções violentas para as crises mundiais”.

Rohani também se disse disposto a iniciar imediatamente as discussões sobre o programa nuclear iraniano. O chefe de Estado afirmou que as armas nucleares e outras armas de destruição em massa não tinham seu lugar na política de defesa de Teerã. Denunciando as sanções internacionais sofridas por seu país por parte da comunidade internacional, que acusa seu regime de estar dissimulando a construção de uma bomba atômica, o líder disse esperar que o governo do presidente norte-americano Barack Obama tenha vontade política suficiente para resistir “à pressão do grupos pró-guerra”. O discurso continuou com uma crítica direta à utilização de mísseis teleguiados “contra inocentes em nome da luta contra o terrorismo, que deveriam ser condenados".

Sem aperto de mão histórico

Não deve ser dessa vez que o mundo vai assistir ao histórico aperto de mão entre um presidente iraniano e um chefe de Estado norte-americano. Segundo uma fonte do governo dos Estados Unidos, as autoridades de Teerã teriam declinado o convite para uma reunião entre os dois líderes, alegando que seria “muito complicado”. Essa seria a primeira vez que os representantes dos dois países se encontrariam desde a revolução islâmica de 1979, quando iranianos e norte-americanos romperam suas relações diplomáticas. 

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