Rússia/Greenpeace

Justiça russa rejeita recursos de militantes do Greenpeace

O fotógrafo Denis Sinyakov, um dos trinta detidos na Rússia
O fotógrafo Denis Sinyakov, um dos trinta detidos na Rússia REUTERS/Stringer

A Justiça russa rejeitou nesta sexta-feira dois recursos impetrados por dois dos 30 militantes do Greenpeace detidos em Mormansk, entre eles a brasileira Ana Paula Maciel, 32 anos. A presidente Dilma Rousseff pediu notem que o Itamaraty dê toda a assistência necessária à ativista brasileira.

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O jornalista freelance Kieron Bryan, e o militante do Greenpeace Phillip Ball, os dois de nacionalidade britânica, estão detidos até o fim de novembro, de acordo com uma decisão do tribunal regional de Mormansk.

Os 30 ativistas presos na Rússia são acusados de pirataria, e podem pegar mais de 15 anos de detenção.

A Justiça russa já havia recusado recursos de quatro militantes presos. O grupo foi preso depois de tentar invadir uma plataforma da Gazprom em 19 de setembro.

O anúncio foi feito hoje pela organização ambiental. O navio Artic Sunrise, rebocado pela guarda-costeira russa, continua na Rússia. As autoridades russas afirmam ter encontrado ópio e morfina no local, o que pode acrescentar circunstâncias agravantes aos inquéritos dos ativistas.

Os 30 membros da tripulação, entre eles 26 estrangeiros, são acusados de pirataria organizada. O tribunal regional de Mormansk já havia rejeitado nesta semana os recursos de quatro membros do Greenpeace. Outros ainda devem ser analisados nesta semana.

Dilma pede que Itamaraty se mobilize por brasileira

Em sua conta no Twitter, a presidente Dilma Rousseff pediu nesta quinta-feira que o Ministério das Relações Exteriores “desse toda a asssistência à brasileira Ana Paula Maciel.’’

A presidente também anunciou ter pedido ao chanceler Luiz  Alberto Figueiredo ‘’um contato de alto nível com o Governo russo para encontrar uma solução para Ana Paula.’’

A bióloga já escreveu duas cartas para a família, dizendo que está bem, sozinha em uma cela, e passa o dia vendo televisão.

O diretor-executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, enviou nesta quarta-feira uma carta ao presidente russo Vladimir Putin, pedindo uma reunião para discutir a situação dos militantes.

Ele se colocou como "garantia" caso os detidos sejam libertados sob fiança. Naido também se disse extremamente surpreso com a reação violenta das autoridades russas em relação ao caso.
 

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