Síria/Conflito

Ataque na periferia de Damasco mata pelo menos 16 pessoas

Combatantes do grupo terrorista al-Nosra, próximos da Al Qaeda, são apontados como responsáveis pelo ataque desse sábado.
Combatantes do grupo terrorista al-Nosra, próximos da Al Qaeda, são apontados como responsáveis pelo ataque desse sábado. REUTERS/Ahmed Jadallah

A cidade de Jaramana, na periferia de Damasco, foi alvo de um ataque na manhã desse sábado, 19 de outubro. Pelo menos 16 pessoas morreram e várias outras ficaram feridas. A região é palco de uma disputa entre rebeldes e partidários do regime do presidente sírio Bashar al-Assad, que tentam tomar o controle de uma barreira considerada estratégica para a proteção da localidade.

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Segundo a agência de notícias oficial síria Sana, que divulgou a informação sem dar muitos detalhes, o ataque teria sido um “atentado terrorista”. O Observatório sírio dos direitos humanos (OSDH), próximo dos rebeldes, afirma que pelos menos 16 pessoas, todos membros das forças de segurança do regime, teriam morridos vítimas da explosão de um carro bomba.

Ainda de acordo com o OSDH, o episódio aconteceu na entrada da cidade de Jaramana, na periferia da capital, perto de uma barreira construída pelo exército para proteger a localidade, apontada como sendo um dos bastiões pró-regime, onde vivem principalmente cristãos e drusos. Já Mléha, a cidade vizinha, é controlada por rebeldes.

A deflagração foi detonada por um kamikaze do grupo Frente AL-Nosra. Logo em seguida vários combates foram registrados entre os membros desse grupo, afiliado à Al Qaeda jihadista, e o exército do regime. De acordo com o OSDH, a região está praticamente controlada pelos rebeldes e, para tentar conter o avanço dos opositores, Damasco lançou uma ofensiva aérea durante o dia na mesma zona.

Emissário da ONU no Cairo

Do lado diplomático, o emissário das Nações Unidas Lakhdar Brahimi desembarca nesse sábado no Cairo para uma série de reuniões na região. A viagem tem como objetivo preparar a conferência de paz “Genebra 2”. O giro continua pelo Irã e deve terminar na Síria.

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