Síria/ conflito

Liga Árabe exige oposição "crível" para realizar conferência de paz em novembro

Lakhdar Brahimi visita o Cairo (Egito) para preparar a realização da reunião sobre a Síria.
Lakhdar Brahimi visita o Cairo (Egito) para preparar a realização da reunião sobre a Síria. REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

A Liga Árabe anunciou neste domingo que a conferência Genebra 2, que vai tentar encontrar uma solução para o conflito sírio, vai acontecer no dia 23 de novembro. O emissário da ONU e da liga para o assunto, Lakhdar Brahimi, advertiu, entretanto, que a reunião não aconteceria se a oposição síria não apresentar representantes “críveis”. Neste domingo, um novo atentado na Hama deixou pelo menos 31 mortos.

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A oposição síria deve decidir na semana que vem, em Istambul, quem deve participar da conferência. O objetivo do encontro é negociar, com as duas partes na mesa, uma solução para o conflito que se iniciou em março de 2011 e já causou mais de 115 mil mortes. A reunião, entretanto, “não acontecerá sem uma oposição crível, representando uma parte importante do povo sírio de oposição” ao regime do presidente Bashar al-Assad, declarou Brahimi, em visita ao Cairo (Egito).

O presidente da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, anunciou que diplomatas árabes e ocidentais se preparam para encontrar lideranças da oposição síria na terça-feira, para convence-los a participar de Genebra 2. “Ainda há muitas dificuldades para superar para que esta conferência seja um sucesso”, admitiu.

As divergências sobre os participantes e os objetivos fizeram o evento ser adiado várias vezes até hoje. A principal barreira é que o regime exclui a partida imediata de Assad do poder, antes das negociações, enquanto que os opositores exigem dialogar somente após a saída do ditador.

Novas mortes

Em campo, pelo menos 31 pessoas morreram neste domingo em um atentado com um caminhão-bomba contra um posto militar em Hama, uma cidade do centro do país pioneira das revoltas, mas que foi controlada pelas forças do governo. Um homem explodiu um caminhão repleto de bombas ao se aproximar do posto, perto de uma empresa de veículos agrícolas, na estrada entre Hama e Salamiyeh, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos a fonte. A maioria das vítimas eram soldados do regime.
 

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