Atentado/Pequim

Oito terroristas participaram de ataque em Pequim

Dois homens da etnia Uigur no centro de Urumgi, na província de Xinjiang, em foto desta sexta-feira, 1° de novembro de 2013.
Dois homens da etnia Uigur no centro de Urumgi, na província de Xinjiang, em foto desta sexta-feira, 1° de novembro de 2013. REUTERS/Carlos Barria

O atentado segunda-feira na praça da Paz Celestial, em Pequim, mobilizou oito terroristas, que gastaram 4800 euros. As informações foram divulgadas pela TV chinesa. Dezenas de pessoas já foram presas, suspeitas de envolvimento no ataque ainda não reivindicado.

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Segundo a polícia chinesa, três uigures da região majoritariamente muçulmana de Xinjiang, no oeste da China, avançaram em um carro repleto de galões de gasolina contra a entrada da Cidade Proibida. Duas pessoas morreram, além dos três ocupantes do veículo. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas.

A TV estatal CCTV estimou que os terroristas teriam gasto mais de 4.800 euros na realização do ato. Os oito suspeitos estavam armados, inclusive com “facas tibetantas”, e dispunham de 400 litros de combustível. Eles estavam hospedados em um hotel a oeste de Pequim. Cinco deles voltaram para Urumqi, capital de Xinjiang, e os outros três estavam no Mercedes 4x4 do atentado.

Um grupo de defesa uigur denunciou a prisão de mais de 50 pessoas em Xianjing, onde vivem milhões de muçulmanos. O chefe da segurança chinesa, Meng Jianzhu, acusa o grupo islâmico Etim, classificado como terrorista pela ONU, de ter “apoiado” o ataque em Pequim.
 

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