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Egito/Violência

Ao menos 10 soldados egípcios morrem em atentado no Sinai

A praça Tahrir no Cairo voltou a ser palco de manifestações contra o governo nesta terça-feira, 19 de novembro de 2013.
A praça Tahrir no Cairo voltou a ser palco de manifestações contra o governo nesta terça-feira, 19 de novembro de 2013. REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
Texto por: RFI
2 min

Ao menos dez soldados egípcios morreram nesta quarta-feira, 20 de novembro de 2013, em um atentado com um carro-bomba na região do Sinai, onde os ataques contra as forças da ordem se multiplicaram desde a deposição do presidente Mohamed Mursi pelo exército no início de julho.

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Um pouco mais cedo no Cairo, quatro policiais, incluindo um oficial, foram feridos quando desconhecidos jogaram uma bomba em um posto de controle do tráfego instalados na capital egípcia desde agosto. Na época o exército e a polícia mataram centenas de manifestantes pró-Mursi, marcando o início de uma repressão implacável que deixou ao menos mil mortos entre os islamistas.

Deste então, dezenas de policiais e militares foram assassinados em atentados no Sinai, península próxima de Israel e da Faixa de Gaza que há muito tempo é palco de insurreições de grupos armados jihadistas e de tribos de beduínos hostis ao poder central.

O atentado desta quarta-feira aconteceu perto da cidade de Al-Arich, capital regional do Norte-Sinai. Por volta das 7h45 no horário local um carro explodiu durante a passagem de um comboio militar, deixando 10 mortos e 35 feridos entre os soldados, segundo um comunicado do exército. Alguns dos feridos estão em estado grave no hospital.

No dia 19 de agosto, uma emboscada contra um comboio de policais perto de Rafah, o ponto de passagem para a Faixa de Gaza, havia deixado 25 mortos. No dia 5 de setembro no Cairo, um kamikaze explodiu seu carro-bomba durante a passagem do comboio do ministro do Interior - acusado pelos islamistas de ter orquestrado o massacre de 14 de agosto. O ministro Mohamed Ibrahim escapou ileso do atentado.

A maioria dos ataques recentes no Sinai e no Cairo foram reivindicados por grupos ligados à Al-Qaeda, em represália segundo eles ao "golpe de Estado" do exército e à repressão sangrenta dos partidários de Mohamed Mursi, o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito.

Desde o dia 14 de agosto, mais de mil pessoas, em sua maioria partidários do presidente deposto, foram mortas durante a repressão de manifestações pedindo a volta de Mursi. Além disso, mais de dois mil integrantes da Irmandade Muçulmana, a confraria à qual pertence o presidente deposto, foram presos, incluindo os principais dirigentes.

Nesta terça-feira, pela primeira vez desde julho, foram os movimentos laicos de jovens, relativamente minoritários mas hostis aos militares e à Fraternidade Muçulmana, que manifestaram no Cairo contra o novo governo.

As manifestações na praça Tahrir foram pontuados por confrontos entre opositores e partidários do exército. Ao menos uma pessoa morreu e 16 ficaram feridas na praça, epicentro da revolta de 2011 contra o ex-ditador Hosni Mubarak.

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