Sudão do Sul/Crise

Obama ameaça suspender ajuda ao Sudão do Sul em caso de golpe

O presidente americano, Barack Obama, durante entrevista em  Washington, em 20/12/2013
O presidente americano, Barack Obama, durante entrevista em Washington, em 20/12/2013 REUTERS

Barack Obama enviou uma mensagem de alerta aos rebeldes do Sudão do Sul de que Washigton pode suspender sua ajuda ao país em caso de um golpe de Estado. O recado é dirigido aos partidários do ex-vice-presidente Riek Machar que há sete dias entraram em confrontos com as forças governamentais. No sábado, 4 militares americanos ficaram feridos após tentativa de retirar cidadãos dos Estados Unidos do país.

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Depois de ter afirmado que o Sudão do Sul está à beira do precipício, o presidente Obama salientou a “urgência em que é preciso resolver as tensões do país", cuja população é dividida em várias etnias.

Em mensagem dirigida diretamente aos rebeldes de Riek Machar, o presidente americano alertou que em caso de tentativa de tomar o poder pela força, será suspenso o apoio dos Estados Unidos à nação criada há apenas dois anos, depois da divisão do Sudão.

O secretário norte-americano, John Kerry, disse ainda ao presidente Salva Kiir que a continuidade dos combates poderia representar uma ameaça à independência do país. No campo de batalha, as tropas governamentais, apoiadas por helicópteros, se dirigem para a cidade de Bor, distante 200 quilômetros ao norte da capital, Juba. A cidade é controlada pelos rebeldes desde a última quinta-feira.

Nas proximidades desta cidade, aeronaves americanas - três CV-22 Ospreys (aparelhos híbridos, metade avião, metade helicóptero) foram atingidas por tiros de armas leves quando tentavam pousar para retirar cidadãos americanos do local.

Segundo o Pentágon, os aparelhos foram levados para a Uganda e os quatro militares feridos, que permanecem em “situação estável”, foram atendidos em hospitais de Nairobi.

O conflito armado estourou em 15 de dezembro e opõe o ex-vice-presidente Riek Machar ao presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir. O conflito gera uma divisão no país que se tornou independente em 2011 depois de uma longa guerra civil com o Sudão.

Na capital Juba, os combates deixaram pelo menos 500 mortos e obrigaram milhares de pessoas a deixar suas casas, de acordo com um balanço provisório.
 

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