Ucrânia/Manifestações

Ucranianos protestam diante de residência do presidente

Manifestante pró-integração europeia segura cartaz com foto da jornalista Tetiana Tchornovol
Manifestante pró-integração europeia segura cartaz com foto da jornalista Tetiana Tchornovol REUTERS/Gleb Garanich

Dirigentes da oposição ucraniana e milhares de partidários da integração do país à União Europeia se manifestaram neste domingo diante da residência de férias do presidente Viktor Ianukovitch. Os cerca de 5 mil opositores brandiam bandeiras nacionais e da UE na praça central do vilarejo de Novi Petrivtsi, a 300 metros da casa Mejiguiria, protegida por policiais de choque, ônibus e caminhões.

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De pé sobre um micro-ônibus, o ex-boxeador Vitali Klitschko, um dos líderes da oposição, disse que os manifestantes estavam lá para denunciar "a corrupção". Arseni Iatseniuk, aliada da opositora encarcerada Iulia Timochenko, pediu novamente a demissão do governo do primeiro ministro Mykola Azarov, que aceitou um acordo de cooperação econômica com a Rússia, em detrimento da associação à União Europeia. Ela prometeu novas manifestações, caso as exigências não sejam atendidas.

A residência Mejiguira se tornou um símbolo da corrupção do regime, graças em boa parte às matérias da jornalista Tetiana Tchornovol, vítima de uma agressão brutal na última quarta-feira. Com 34 anos e mãe de dois filhos, ela foi espancada por desconhecidos, teve o rosto desfigurado, o nariz quebrado e uma concussão cerebral. Tchornovol era uma das principais vozes da oposição.

Em Kiev, cerca de 50 mil manifestantes pró-União Europeia também saíram às ruas, pelo sexto domingo seguido. Este protesto foi mais forte do que o último, mas não teve a dimensão do maior movimento, quando centenas de milhares de pessoas tomaram o centro da capital.

Eles gritavam contra a "volta ao Stalinismo" em alusão ao crédito de 15 bilhões de euros concedido por Moscou a Kiev, além da redução de 30% na compra de gás russo pela Ucrânia. O plano de salvação da Rússia é denunciado pela oposição, que acusa o governo de "penhorar" o país.

 

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