Sudão do Sul/Crise

Rebeldes recusam cessar-fogo no Sudão do Sul

Salav a Kiir, presidente do Sudão do Sul ao lado de  Riek Machar, a direita, atual ex-vice-présidente do país.
Salav a Kiir, presidente do Sudão do Sul ao lado de Riek Machar, a direita, atual ex-vice-présidente do país. REUTERS/Goran Tomasevic/Files

O ex-vice-presidente do Sudão do Sul, Riek Machar, afirma nesta terça-feira não estar disposto a aceitar um cessar-fogo. Ele garante que as tropas rebeldes que dirige continuam sua marcha rumo à capital do país, Juba.

Publicidade

Mais cedo, os mediadores africanos da Autoridade Intergovernamental para o desenvolvimento (Igad) anunciaram que o governo do Sudão do Sul e os rebeldes fiéis a Machar teriam aceitado uma trégua nos combates. No entanto os enfrentamentos continuam na cidade de Bor, capital do estado estratégico de Jonglei, a 190km da capital.

"O presidente Salva Kiir e Riek Machar aceitaram por um fim as hostilidades e nomearam negociadores para chegar a um cessar-fogo efetivo e vigiado", afirmou a organização em um comunicado publicado nesta terça-feira, sem no entanto publicar uma data para a trégua.

Os dois campos teriam enviado representantes para a Etiópia para iniciar as negociações. Mesmo reforçado que ele não teria aceitado uma pausa nos combates, Machar confirmou o envio de uma delegação de três pessoas a Addis Abeba, capital do país vizinho. A informação também foi confirmada pela Etiópia.

O conflito que opõem os membros das etnias Nuer e Dinka do exército, grupos étnicos respectivos de Machar e do atual presidente sul-sudanês, provoca um crescente número de mortos desde o início dos confrontos em 15 de dezembro e pode dar início a uma guerra civil no jovem país. A violência já obrigou ao menos 200 mil a buscarem refúgio em países vizinhos.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.