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Israel/Imigrantes

Clandestinos africanos continuam movimento de protesto em Israel

Imigrantes africanos refugiados do Sudão e da Eritreia protestam nesta terça-feira (7) em Tel-Aviv contra detenções em massa de clandestinos.
Imigrantes africanos refugiados do Sudão e da Eritreia protestam nesta terça-feira (7) em Tel-Aviv contra detenções em massa de clandestinos. REUTERS/Ronen Zvulun
Texto por: RFI
3 min

Mais de 10 mil imigrantes clandestinos africanos que pedem asilo político em Israel se reuniram nesta quarta-feira, 8 de agosto de 2013, diante do Parlamento em Jerusalém, segundo a polícia local. Esse é o quarto dia de protestos contra a política de imigração do governo.

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O presidente do parlamento, Yuli Edelstein, proibiu que quatro representantes dos manifestantes entrassem na Knesset. Os imigrantes haviam sido convidados para um encontro com deputados. Em um comunicado, Edelstein justificou sua decisão explicando que queria "evitar provocações suscetíveis de degenerar em violências e desordens".

Os manifestantes, originários sobretudo da Eritreia e do Sudão, protestaram com calma gritando em inglês:"Somos refugiados, precisamos de proteção!" Na segunda-feira, eles haviam feito uma passeata em Tel-Aviv, passando diante de várias embaixadas ocidentais.

No domingo, mais de 30 mil imigrantes haviam participado de uma enorme manifestação no centro de Tel-Aviv. Eles denunciam a recusa das autoridades em examinar seus pedidos de asilo, assim como o fato de que centenas deles foram colocados em detenção. Mas o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já alertou que os protestos deles "não servem para nada".

Durante um protesto na terça-feira em Tel-Aviv, os representantes dos manifestantes afirmaram que o movimento vai continuar até que o governo anule uma legislação controversa e garanta a eles o estatuto de refugiados.

Segundo uma lei votada no dia 10 de dezembro, os imigrantes clandestinos podem ser colocados em centros de detenção por até um ano sem nenhum tipo de julgamento.

As autoridades israelenses estimam que cerca de 52 mil africanos que entraram ilegalmente ainda estejam no país. Em 2012 o governo lançou uma campanha que levou à partida ou expulsão de 3.920 deles.

A cerca eletrônica construída por Israel ao longo dos 230 quilômetros de fronteira com o Egito reduziu a praticamente zero o número de entradas ilegais no país a partir da península do Sinai.

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