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Israel/Sharon

Corpo de Ariel Sharon será exposto no Parlamento israelense

O ex-premiê Ariel Sharon em dezembro de 2005, em Tel Aviv.
O ex-premiê Ariel Sharon em dezembro de 2005, em Tel Aviv. REUTERS/Gil Cohen Magen/Files
Texto por: RFI
3 min

O comitê ministerial do governo israelense responsável por cerimônias oficiais decidiu que o primeiro-ministro Ariel Sharon, que faleceu neste sábado (11) depois de passar oito anos em coma, terá um enterro militar na segunda-feira (13). A solenidade acontecerá na propriedade de Sharon no deserto do Negev (Sul do país), a Fazenda dos Sicômoros, residência do ex-primeiro-ministro desde 1972.  

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Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel-Aviv

O ex-premiê israelense Ariel Sharon será enterrado na Colina das Anêmonas, em frente à fazenda, onde está enterrada sua ex-mulher, Lili.

Amanhã, dia 12, o caixão com o corpo de Sharon será exposto ao público no Knesset, o Parlamento israelense, em Jerusalém.

São esperados no enterro o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o chanceler russo, Sergei Lavrov, entre outras autoridades internacionais.

Assim que a morte de Sharon foi anunciada, dezenas de pessoas começaram a chegar à Fazenda dos Sicômoros para prestar homenagem ao ex-primeiro-ministro.

Ariel Sharon, 85 anos, faleceu por volta das 14h (horário de Israel), mas a confirmação foi feita pelos seus filhos.

O mais novo, Gilad Sharon, anunciou a morte oficialmente à imprensa 45 minutos depois no Hospital Sheba, em Tel Hashomer (perto de Tel Aviv), onde o ex-primeiro-ministro de Israel estava internado há sete anos.

Estado de saúde do ex-premiê piorou nos últimos nove dias

Todas as rádios e televisões do país suspenderam as programações para dar informações sobre o falecimento do 11º premiê do país, que já era esperado desde que o estado de saúde de Sharon, que estava em como há oito anos, se tornou crítica, há nove dias.

Sharon entrou em como depois de sofrer dois derrames cerebrais, o mais grave no dia 4 de janeiro de 2006. Partidários, políticos rivais, analistas e comentaristas foram entrevistados sobre seu legado político e sua vida pessoal.

As reações de autoridades nacionais e internacionais não tardaram. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que Sharon “participou da luta pela segurança de Israel” e era um “combatente corajoso”.

O presidente Shimon Peres afirmou que Sharon “amava seu povo e seu povo o amava” e o ex-premiê Ehud Olmert, sucessor de Sharon no governo, disse “não haverá outro como ele”.

Palestinos chamam Sharon de  "criminoso"

Entre os palestinos, no entanto, as reações são opostas às dos israelenses. O grupo islâmico Hamas chamou Sharon de “tirano”.

Um dos líderes do partido moderado Fatah, Jibril Rajoub, disse que Sharon era um criminoso, responsável pela morte do arquirrival Yasser Arafat (2004).

Já o político independente Mustafá Bargouti afirmou que “os palestinos não têm boas lembranças” de Sharon.
Internacionalmente, as reações continuam a ser anunciadas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que Sharon era um “herói para seu povo” e elogiou sua coragem política ao retirar as colônias israelenses da Faixa de Gaza.

O presidente americano, Barack Obama, divulgou comunicado afirmando que Ariel Sharon “dedicou sua vida ao Estado de Israel”.
 

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