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Egito/Política

Egito terá eleições presidenciais até abril, anuncia governo interino

Pour le 3e anniversaire de la révolte de 2011, les portraits d'al-Sissi étaient brandis dans des manifestations de soutien au pouvoir en place. Le Caire, le 25 janvier 2014.
Pour le 3e anniversaire de la révolte de 2011, les portraits d'al-Sissi étaient brandis dans des manifestations de soutien au pouvoir en place. Le Caire, le 25 janvier 2014. REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

As eleições presidenciais no Egito deverão acontecer até meados de abril e antes das eleições legislativas. O anúncio do novo calendário eleitoral foi feito pelo presidente interino Adly Mansou, neste domingo (26), um dia após as manifestações que deixaram ao menos 49 mortos durante a celebração dos três anos da revolta que destituiu do poder o ex-ditador Hosni Mubarak.  

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A nova data para a realização das eleições presidenciais é considerada favorável ao general Abdel Fattah al-Sissi, chefe das Forças Armadas e atual homem forte do país. Ele se tornou a personalidade mais popular do Egito após ter anunciado, em julho do ano passado, a destituição do presidente islâmico Mohamed Mursi, único presidente eleito democraticamente no país.

Nas manifestações deste sábado, muitos de seus partidários apelaram para que Sissi anuncie sua candidatura ao cargo de chefe de estado do Egito. Diversas personalidades políticas anunciaram que não pretendem se candidatar para enfrentar o general de 59 anos nas urnas. A foto de Sissi é vista em todo o país, nas ruas, lojas e algumas repartições administrativas.

Segundo analistas, organizar primeiro as eleições presidenciais terá um grande impacto sobre os resultados das eleições legislativas pois os candidatos ligados ao novo presidente serão beneficiados na disputa pelas cadeiras no parlamento.

Calma relativa

Neste domingo a calma voltou ao Cairo, apesar de novas manifestações convocadas pelos militantes pró-Mursi.
No sábado, os opositores, apoiados pela Irmandade Muçulmana, influente confraria ligada ao ex-presidente islâmico, e os movimentos de jovens, que deram início à revolta popular de 2011, foram violentamente dispersados pela polícia durante os protestos. Foram usadas bombas de gás lacrimogêneo e até tiros de espingarda.

Pelo menos 49 pessoas morreram no sábado, a maioria no Cairo, e outras 1.079 foram detidas de acordo com fontes oficiais. Seis atentados visando a polícia foram registrados.

 

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