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Acidente/avião

Um mês após desaparecimento do voo MH 370, robô submarino tenta encontrar avião

Cerca de 50 pessoas acenderam velas na noite desta segunda-feira (7) em Kuala Lumpur, na Malásia, para marcar o aniversário de um mês do desaparecimento do avião.
Cerca de 50 pessoas acenderam velas na noite desta segunda-feira (7) em Kuala Lumpur, na Malásia, para marcar o aniversário de um mês do desaparecimento do avião. REUTERS/Jason Lee
Texto por: RFI
3 min

O desaparecimento do voo MH 370 completa um mês nesta terça-feira (8). Depois de as buscas por destroços flutuando no sul do Oceano Índico não terem dado resultado, as equipes internacionais passam a se concentrar no fundo do mar. Nos últimos dias, embarcações que navegavam na região captaram sinais sonoros que poderiam ser das caixas-pretas da aeronave da Malaysia Airlines.

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O robô já está a caminho da Austrália, mas o início da sua participação na missão de busca do Boeing malaio ainda deve levar alguns dias. Até lá, os navios e aviões vão continuar a vasculhar o perímetro no qual o sinal foi captado. Para as autoridades, porém, há pouca esperança de que sejam encontrados objetos ligados ao voo na superfície do oceano.

Por esse motivo, o robô Buefin-21 é a principal aposta das investigações sobre o mistério que cerca o avião da Malaysia Airlines desaparecido no último dia 8 de março. O aparelho submarino é capaz de mergulhar até 4500 metros de profundidade e possui uma autonomia de  20 horas. Esse veículo robótico tem sido empregado com sucesso em operações de recuperação de destroços, de detecção de minas submarinas, em expedições arqueológicas e de oceanografia.

A operação de buscas do robô submarino é delicada e complexa. Se o aparelho identificar um sinal sonoro, ele voltará à superfície para, em seguida, mergulhar novamente com uma câmera. Os técnicos informaram que o robô não pode filmar e usar o sonar para captar frequências sonoras ao mesmo tempo. “O processo é muito difícil, especialmente quando fazemos uma varredura no fundo do oceano”, afirmou Angus Houston, coordenador das equipes internacionais.

O grupo corre contra o tempo porque as baterias das caixas-pretas duram, em média, apenas 30 dias. Mas, como explica Houston, “ainda pdoemos continuar a detectar sinais por vários dias. Vamos continuar [a procurar] até que não se possa captar mais nada”, afirmou.

Sinais sonoros

O sinal sonoro captado por um barco chinês e um barco australiano no final de semana emitia uma frequência de 37,5 kHz por segundo, o que corresponderia à mesma transmitida pela caixa-preta do avião da Malaysia Airlines.

Apesar dessa coincidência, o ministro australiano da Defesa, David Johnston, disse que era preciso manter a cautela. “Essa não seria a primeira vez em que encontramos alguma coisa e, depois, ficamos decepcionados”, declarou.

As duas caixas-pretas que são, na verdade, alaranjadas, têm duas funções. Uma delas registra todos os parâmetros técnicos do voo e a segunda grava os sons e as conversas na cabine de comando. Em caso de acidente e queda no mar, elas são equipadas de uma proteção especial que faz com que elas continuem a emitir sinais sonoros em um raio de 2 km e com uma duração de 30 dias.

Para as famílias, essa nova etapa de buscas é uma esperança de esclarecer o mistério. Ontem, cerca de 50 pessoas acenderam velas em Kuala Lumpur, na Malásia, para marcar o aniversário de um mês do desaparecimento do avião.

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