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Coreia do Norte/EUA

Obama diz que Coreia do Norte não ganha nada com ameaças

O presidente norte-americano, Barack Obama, cumprimenta a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, na Casa Azul, a residência oficial da chefe de Estado, nesta sexta-feira (25).
O presidente norte-americano, Barack Obama, cumprimenta a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, na Casa Azul, a residência oficial da chefe de Estado, nesta sexta-feira (25). Reuters
Texto por: RFI
3 min

Em seu primeiro dia de visita a Seul, o presidente norte-americano, Barack Obama, disse que a Coreia do Norte não ganha "nada" com suas ameaças. Ele preveniu que a comunidade internacional pode decidir novas sanções contra o país caso Pyongyang realize um quarto teste nuclear, que segundo a Coreia do Sul e alguns especialistas estaria sendo preparado.

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Enfatizando que Washington e Seul concordam que a Coreia do Norte não pode ter acesso a armas nucleares, Barack Obama garantiu nesta sexta-feira (25) que mesmo a China, único aliado de peso de Pyongyang, está ciente de que seu vizinho representa uma "ameaça significativa".

"As ameaças não renderão nada à Coreia do Norte", declarou o presidente norte-americano durante uma entrevista coletiva em Seul, junto com a presidente sul-coreana, Park Geun-Hye. "A China começa a reconhecer que a Coreia do Norte é não somente um incômodo mas também um problema significativo para sua própria segurança", acrescentou.

Seul e Washington pediram várias vezes a Pequim que use sua influência para convencer Pyongyang a abandonar seu programa nuclear, até agora em vão. A visita de Obama à Coreia do Sul, segunda etapa de seu giro asiático, acontece sob a ameaça de um novo teste nuclear.

Ameaças

O governo sul-coreano indicou nesta semana, baseado em dados fornecidos por sua agência de informações, um aumento da atividade em Punggye-ri, perto da fronteira entre as duas Coreias, o que sugere preparativos para um quarto teste nuclear.

Na sexta-feira, o instituto americano-coreano, um respeitado centro de estudos sobre a Coreia do Norte situado nos Estados Unidos, já havia indicado um aumento de atividade no local, segundo a análise de imagens de satélite registradas durante a semana passada.

A Coreia do Norte já realizou três testes nucleares: em outubro de 2006, maio de 2009 e fevereiro de 2013. Esses testes haviam sido proibidos pela ONU e a cada vez levaram a um aumento das sanções internacionais.

O instituto americano-coreano lembra que em fevereiro de 2013 o aumento de atividade aconteceu dois ou três dias antes da explosão.

Visita de Obama

O governo norte-coreano condenou a visita do presidente Barack Obama à península, avaliando que ela iria aumentar as tensões e trazer "as nuvens negras da corrida à arma nuclear".

Os Estados Unidos, aliados de Seul, têm 28.500 soldados em território sul-coreano e os dois Estados realizam todos os anos manobras conjuntas que exasperam a Coreia do Norte.

Analistas consideram possível que Pyongyang queira perturbar a visita do presidente dos Estados Unidos a seu vizinho do Sul com um novo teste nuclear. Mas outros acreditam que Pyongyang não correrá o risco de provocar a cólera da China, seu poderoso aliado e único apoio econômico de peso.

Um teste nuclear teria o efeito imediato de unir o Japão, a Coreia do sul - dois países que têm relações estremecidas há vários meses - e os Estados Unidos, além de colocar a China em uma posição delicada.

Segundo Seul, os norte-coreanos podem simplesmente estar realizando manobras a fim de simular um teste nuclear.

Luto

A visita de Obama acontece em um país em luto, após o naufrágio de um ferry boat que deixou 300 vítimas, em sua maioria estudantes do ensino médio.

O presidente norte-americano e a presidente sul-coreana fizeram alguns minutos de silêncio antes que Obama entregasse a Park Geun-Hye a bandeira americana que flutuava sobre a Casa Branca no dia da catástrofe, 16 de abril, em nome de seu país.

"Estou ciente de que minha visita acontece em um momento de luto para a população do país", declarou Barack Obama. "No momento eu gostaria somente de expressar, em nome do povo americano, minhas condolências pela perda inestimável".

A embarcação naufragou no início da manhã de 16 de abril ao largo da costa meridional da Coreia do Sul. O último balanço contabilizou 183 mortos e 119 desaparecidos, supostamente afogados, no barco que transportava 476 pessoas, das quais 352 estudantes de uma escola do sul de Seul.

Barack Obama deve encontrar no sábado (26) alguns dos soldados americanos baseados no sul da península, antes de embarcar para a Malásia.

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