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Rússia/Ucrânia

Gazprom ameaça cortar fornecimento de gás para a Ucrânia

Sede da Gazprom na Rússia
Sede da Gazprom na Rússia REUTERS/Maxim Shemetov/Files
Texto por: RFI
3 min

A Gazprom cortará as entregas de gás para a Ucrânia a partir do dia 3 de junho se o governo provisório ucraniano não pagar sua dívida. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pelo presidente da companhia Alexeï Miller, depois de um encontro com o premiê Dmitri Medvedev.

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 "Se a Ucrânia não pagar por suas entregas, a Gazprom informará antes do dia 3 de junho, às 10h, qual volume de gás será disponibilizado", informou o representante da companhia estatal de gás russa. Segundo ele, o valor da dívida será informado por Moscou nesta terça-feira.

Se a interrupção das entregas de gás para a Ucrânia for confirmada, o fornecimento para a União Europeia pode ser afetado, como já ocorreu em 2006 e 2009. Os países do bloco importam um quarto do gás consumido da Rússia , sendo que metade do produto transita pela Ucrânia.

"A Ucrânia tem até o final de maio para regularizar a situação", disse o primeiro-ministro. "Mas, por enquanto, parece que os ucranianos infelizmente não têm intenção de pagá-la", acrescentou. Ele ressaltou que o governo provisório na Ucrânia recebeu a primeira parcela do Fundo Monetário Internacional e "têm dinheiro" para pagar a conta.

O Banco Central Ucraniano anunciou na semana passada que o governo recebeu um empréstimo de U$ 3,19 bilhões do FMI, que corresponde à primeira parte do plano de ajuda de U$ 17 bilhões proposto pelo Fundo.

Rússia pede que vontade dos separatistas seja respeitada

A Rússia pediu nesta segunda-feira que a vontade dos separatistas do leste "seja respeitada", um dia depois do resultado do referendo sobre a independência de Donetsk e Lugansk, que teve cerca de 90% de votos favoráveis. O país, entretanto, não reconheceu formalmente a separação de Donetsk.

Paralelamente, o Conselho Europeu anunciou nesta segunda que a União Europeia reforçou suas sanções contra a Rússia. Outros 15 nomes de personalidades russas ou pró-russas foram acrescentadas à lista de 48 pessoas proibidas de entrar na Europa, que também tiveram seus bens congelados.
 

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