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Irã/aniversário

Crise econômica marca 25 anos da morte do Aiatolá Khomeiny

Aiatolá Khamenei,líder iraniano, discursa para multidão no Irã
Aiatolá Khamenei,líder iraniano, discursa para multidão no Irã REUTERS/leader.ir/Handout via Reuters
Texto por: RFI
2 min

Cerca de 25 anos após a morte de Rouhollah Khomeiny, fundador da República Islâmica, o Irã continua tendo dificuldades para enfrentar a crise econômica, o isolamento diplomático e as batalhas políticas internas.

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A imagem do líder espiritual e político iraniano, que morreu em 1989, continua presente no dia-a-dia da população. A foto de Khomeiny ainda ilustra o rial, a moeda oficial, e cartazes pregados em diversos prédios públicos no país. “Precisamos aceitar e entender os obstáculos que se apresentam para nós no caminho traçado pelo imã’’, disse hoje seu sucessor, o aiatolá Ali Khamenei, diante de milhares de fiéis reunidos no mausoléu construído em sua memória, no sul de Teerã.

Em alusão aos Estados Unidos, Khamenei também pediu aos iranianos que não desviassem a atenção do "inimigo real do país", se atendo aos conflitos internos que poderiam prejudicar a união nacional. Khomeiny se transformou no símbolo da revolução islâmica que resultou no fim da dinastia dos Pahlavi e na destituição do xá Mohammad Reza, apoiado pelos americanos.

Em1979, aos olhos de muitos iranianos, a revolução representava o renascimento e a revolta do Islã diante da ‘decadência’ ocidental e a corrupção do governo. Mas a República islâmica, que introduziu a xária, a interpretação mais radical do Corão, enfrenta hoje uma crise sem precedentes para resistir ao descontentamento popular e a necessidade de modernizar suas instituições.

O governo também tem tentado retomar o diálogo com as potências ocidentais internacionais depois da era Ahmadinejad, que fazia do anti-americanismo a base de sua política e ficou oito anos no poder. Ele é acusado de ter destruído a economia do país, que havia se transformado em uma potência regional nos anos 90, utilizando mal os recursos oriundos dos negócios petrolíferos.

O governo de Ahmadinejad foi considerado um retrocesso em relação à política instaurada pelo presidente Akbar Hachémi Rafsandjani (1989-1997) e Mohammad Khatami (1997-2005). Na época, a abertura econômica veio acompanhada de uma abertura cultural e social.

O Irã também foi afetado pelas sanções impostas pelos ocidentais depois do lançamento do programa nuclear, em 2005. Para Dina Esfandiary, do Instituto Internacional de Pesquisas Estratégicas, a linfluência do país também diminuiu depois da guerra na Síria, principal aliado regional.

Hoje, o presidente Hassan Rohani, eleito em junho de 2013, tem se esforçado para relançar a economia. A crise e o desemprego são os principais desafios do novo chefe de estado, que já obteve um acordo com as potências ocidentais sobre o programa nuclear e uma baixa da inflação. Mas ele deve, por outro lado, enfrentar as críticas internas e o poder quase ilimitado dos aiatolás.
 

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