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Irã/Programa Nuclear

Acordo sobre programa nuclear do Irã pode demorar além do previsto

Mohammad Javad Zarif (e) garante que o prazo de 20 de julho ainda é plausível
Mohammad Javad Zarif (e) garante que o prazo de 20 de julho ainda é plausível REUTERS/Heinz-Peter Bader
Texto por: RFI
3 min

Os representantes do 5+1 (Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha) e do Irã se reúnem nesta segunda-feira (16) em Viena para uma nova rodada de discussões sobre o polêmico programa nuclear da República Islâmica. A data limite para a obtenção de um acordo é o dia 20 de julho e, embora Washington garanta que sua redação já está em curso, a última cúpula, em maio, terminou com menos avanços do que o esperado.

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A representante da diplomacia europeia Catherine Ashton, que comanda as negociações, se encontra com o chefe da diplomacia iraniana, Mohammad Javad Zarif durante o dia. De acordo com o próprio Zarif, também participa da reunião a delegação americana que, desta vez, conta com a participação de Bill Burns, chefe adjunto da diplomacia.

Mais uma vez, o objetivo das conversas é que Teerã aceite limitar o enriquecimento de urânio afim de garantir o fim pacífico de seu programa nuclear, além de apresentar seus dados com máxima transparência. Em troca, seriam suspensas as sanções sobre o país impostas pelas potências ocidentais, que desconfiam que a República Islâmica esconda um projeto para obter a bomba atômica.

Sem respostas

Durante vários meses, as duas partes deram sinais de avanços e Zarif garantiu hoje que 20 de julho permanece um objetivo realista. Uma fonte diplomática ocidental garantiu, no entanto, "ainda há muito trabalho pela frente": "Sobre os pontos mais importantes, não há nem sinal de uma solução".

O principal deles - o enriquecimento de urânio nas centrífugas que, a partir de determinado grau permite fabricar combustível para a bomba atômica - continua sem resposta. Ao contrário do que deseja o ocidente, o Irã pretende ampliar o número de reatores para, de acordo com Teerã, produzir mais energia para fins civis. Um argumento que, evidentemente, não convence os negociadores.

Risco político

O acordo provisório que determina o prazo prevê uma prorrogação de até seis meses para as conversas. Mas essa é uma opção politicamente arriscada. Para Barack Obama, significa negociar a sequência do diálogo com o Congresso que será renovado em novembro e, ao que tudo indica, terá menos boa vontade do que o atual com relação ao Irã.

Do lado de Teerã, o tempo também joga contra o presidente Hassan Rohani, que está sob pressão da ala conservadora de seu regime, preocupada com o futuro do programa nuclear.

Para piorar, os dois países têm de lidar com o risco de desintegração do aliado iraquiano, ameaçado pelo rápido avanço de radicais islâmicos em direção a Bagdá. Este assunto também deve estar na ordem do dia das conversas em Viena, informam fontes dos dois países.
 

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