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Israel/Faixa de Gaza

ONU, EUA e França condenam ataque a escola em Gaza

Sangue próximo ao portão da escola atacada hoje em Gaza.
Sangue próximo ao portão da escola atacada hoje em Gaza. Reuters
3 min

O bombardeio de mais uma escola em Gaza levou os Estados Unidos, um dos apoiadores históricos de Israel, a fazer uma das mais duras críticas ao país aliado desde que o atual conflito começou, há cerca de um mês. As Nações Unidas e a França também condenaram a operação neste domingo (3). O bombardeio deixou pelo menos 10 mortos e 30 feridos em uma escola em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

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O porta-voz do departamento de Estado americano, Jen Psaki, disse que os Estados Unidos "estão horrorizados com este vergonhoso bombardeio de uma escola". Psaki completou dizendo que Israel precisa fazer mais para garantir a segurança dos civis.

Três escolas da ONU já foram atacadas desde o início da operação "Limite Protetor". O exército israelense afirma que o Hamas transforma as escolas em bases de lançamento de foguetes e usa civis como escudos humanos.

“Ato criminoso”

O ataque também despertou reação do governo francês. O presidente François Hollande disse, na noite deste domingo, em Paris, que o bombardeio é "inadmissível". Hollande subiu o tom das críticas que havia feito mais cedo, à tarde, durante as celebrações dos 100 anos do início da Primeira Guerra Mundial. O presidente francês, no entanto, evitou dar nome a quem teria sido o autor do bombardeio, apenas disse que o crime deve ser apurado.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, fez a condenação mais dura: "É um escândalo do ponto de vista moral e um ato criminoso. Uma nova violação flagrante dos direitos humanos".

Deslocamento de tropas

Israel decidiu neste domingo deslocar parte de suas tropas em Gaza enquanto outra retornou para seu próprio território. Embora o exército tenha batido em retirada de regiões no norte do país, o seu porta-voz, o tenente-coronel Peter Lerner, afirmou que trata-se apenas de um realocamento de forças.

O encontro entre a autoridade palestina e o Hamas, no Cairo, previsto para o sábado, foi reagendado para domingo. O objetivo é negociar uma trégua, com mediação do Egito. Mas Israel já alertou que não acatará nenhum tipo de decisão que possa vir a surgir deste encontro. O ministro da Justiça de Israel, Tzipi Livni, disse que seu país não pode confiar no Hamas, já que o grupo teria desrespeitado todos os cessar-fogo propostos até agora.
 

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