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Síria/Terrorismo

Síria declara apoio a esforços internacionais contra extremistas islâmicos

Lojas destruídas por bombardeios com mísseis Tomahawk em Raqqa, alvo dos bombardeios americanos e de aliados árabes.
Lojas destruídas por bombardeios com mísseis Tomahawk em Raqqa, alvo dos bombardeios americanos e de aliados árabes. REUTERS/ Stringer
Texto por: RFI
2 min

Os Estados Unidos e aliados árabes iniciaram na noite passada ataques aéreos contra jihadistas do grupo Estado Islâmico na Síria. O regime sírio declarou em um comunicado divulgado nesta terça-feira (23) ter sido informado sobre as operações militares e que "apoia todos os esforços internacionais contra os extremistas".

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Cerca de cinquenta posições do movimento jihadista foram bombardeadas simultaneamente e de forma intensiva nas regiões sul e norte da Síria. No sul, os ataques visaram edifícios, campos de treinamento dos jihadistas e depósitos de munição perto da fronteira iraquiana. No norte, a alguns quilômetros da fronteira com a Turquia, o foco foi a cidade de Raqqa, considerada como um posto de comando terrorista. Jordânia, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita se associaram aos Estados Unidos nas operações.

O presidente russo, Vladimir Putin, insistiu hoje para que os ataques americanos tenham a autorização prévia de Damasco.

Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, 120 combatentes do grupo Estado Islâmico foram mortos e dezenas ficaram feridos nos ataques. Os bombardeios também visaram posições da Frente Al Nosra, grupo ligado a Al Qaeda, matando cerca de 30 rebeldes e oito civis, informou a ONG.

Carta

O governo sírio declarou ter recebido uma carta do secretário de Estado americano, John Kerry, informando sobre as intenções dos EUA e aliados árabes de bombardear posições dos jihadistas na Síria. A carta foi entregue às autoridades de Damasco pelo chefe da diplomacia iraquiana poucas horas antes do início das operações.

O regime sírio disse que continuará a bombardear posições do grupo Estado islâmico nas províncias de Raqqa e Dair Az Zour, duas regiões visadas pelos americanos.  

Campanha longa

O governo americano anunciou que a campanha contra os terroristas da facção extremista EI pode durar meses ou mesmo anos. Além da primeira fase, de neutralização do grupo, serão necessárias incursões terrestres com as tropas sírias de oposição treinadas pelos Estados Unidos e a Arábia Saudita.

Êxodo na fronteira turca

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) se prepara para o êxodo de 400 mil habitantes da cidade síria-curda de Ain al Arab, também conhecida pelo nome de Kobani. A cidade está cercada há vários dias pelos ultrarradicais islâmicos do EI. Desde que o governo da Turquia abriu sua fronteira para receber os refugiados sírios dessa região, na sexta-feira, 138 mil pessoas atravessaram para a Turquia. 

Ao menos 105 vilarejos nos arredores de Kobani foram tomados pelos extremistas desde o dia 15 de setembro. A maior parte das invasões aconteceram no fim de semana. 

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