EI/Coalizão

Coalizão se reúne nos EUA para discutir estratégia contra jihadistas

O general Martin Dempsey, chefe das Forças Armadas dos Estados Unidos, vai dirigir a reunião da coalizão internacional contra o grupo Estado Islâmico, em Washington.
O general Martin Dempsey, chefe das Forças Armadas dos Estados Unidos, vai dirigir a reunião da coalizão internacional contra o grupo Estado Islâmico, em Washington. REUTERS/Larry Downing

Liderados pelos Estados Unidos, os chefes militares dos 22 países que participam da coalizão que luta contra o grupo Estado Islâmico se reúnem nesta terça-feira (14) em Washington. Os representantes das forças armadas vão discutir uma nova etapa da ofensiva contra os jihadistas, que já tomaram o centro do enclave curdo de Kobane, na Síria.

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A reunião excepcional, que também contará com a presença do presidente norte-americano, Barack Obama, vai ser realizada na base aérea de Andrews, no Maryland, perto da capital federal. Participam do encontro representantes da Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Barein, Bélgica, Canadá, Catar, Dinamarca, Egito, Emirados Árabes, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Iraque, Itália, Jordânia, Kuait, Líbano, Nova Zelândia, Reino Unido e Turquia. Segundo a Casa Branca, os chefes militares vão “discutir os esforços da coalizão na campanha atual contra o grupo Estado Islâmico”.

Essa é a primeira vez que os militares se reúnem desde o início da ofensiva internacional, em setembro. O encontro será dirigido pelos generais Martin Dempsey, chefe das Forças Armadas dos Estados Unidos, e Lloyd Austin, comandante norte-americano para o Oriente Médio e Ásia Central.

Mesmo se Washington mantém em segredo os objetivos concretos do encontro, a reunião acontece em um momento delicado das operações na Síria e no Iraque, já que, apesar da ofensiva internacional, o grupo Estado Islâmico continua seu avanço na região. Nesta segunda-feira (13) os extremistas tomaram, pela primeira vez, posições no centro de Kobane, enclave curdo na Síria.

As divergências entre os membros da coalizão também podem ser discutidas durante a reunião de Washington. O acesso de aviões norte-americanos na base aérea de Incirlik, no sul da Turquia, é um dos pontos sensíveis dentro do grupo. Depois da conselheira norte-americana de segurança da Casa Branca, Susan Rice, declarar, no domingo (12), que o governo de Ancara tinha dado sinal verde para que as forças da coalizão utilizassem bases militares em seu território para combater os jihadistas do grupo Estado Islâmico, o gabinete do primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, desmentiu a informação, confirmando as tensões dentro do grupo.

A criação de uma “zona tampão” entre a Síria e a Turquia, para poder ajudar os civis da região, também faz parte desse pontos de divergência. O projeto, defendido por Ancara, conta com o apoio da França, mas os norte-americanos já disseram que a hipótese ainda não está sendo estudada e afirmam que a ideia não faz parte da ordem do dia.

Escravas sexuais

O grupo Estado Islâmico afirmou que tem transformado seus prisioneiros da minoria Yazidi em troféu de guerra. A informação já havia sido denunciada há dias pela ONG Human Rights Watch, mas agora a própria revista Dabiq, instrumento de propaganda dos extremistas, que confirmou que mulheres e crianças da minoria étnica, que vive nas montanhas do Curdistão, teriam sido vendidos como escravos sexuais para jihadistas.

Mais de 300 yazidi estariam detidos nas mãos do grupo Estado Eslâmico.
 

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