Moçambique/Eleições

Investidores brasileiros acompanham com atenção eleições em Moçambique

O candidato à presidência, Afonso Dhlakama do partido RENAMO, votando em Maputo. 15/10/14
O candidato à presidência, Afonso Dhlakama do partido RENAMO, votando em Maputo. 15/10/14 REUTERS/Grant Lee Neuenburg

Onze milhões de eleitores votam nesta quarta-feira (15) nas eleições gerais de Moçambique, um dos países com maior crescimento atualmente no mundo. A votação é acompanhada atentamente por grupos ocidentais, entre eles brasileiros, mas também chineses e sul-africanos, que investiram em massa no país.

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Três candidatos concorrem à eleição para presidente de Moçambique. Não há pesquisas de intenções de voto. Por isso, é difícil prever quem sairá vencedor das urnas e irá substituir o presidente Armando Guebuza, do Frelimo, partido que está no poder há quarenta anos. Mas especialistas acham que pela primeira vez, desde a independência, em 1975, a oposição, representada principalmente pelo Renamo, tem chances de ganhar a presidencial. A eleição acontece em dois turnos.

Investimentos brasileiros

O Brasil tem investimentos em Moçambique e procura aumentar sua participação nos setores de alimentação e bebidas, construção e habitação, máquinas e equipamentos e higiene e cosméticos. A última missão da Apex no país, em julho, levou 33 empresários brasileiros.

Em 2013, o Brasil exportou para Moçambique US$ 123,8 milhões e importou US$ 24,7 milhões. Os brasileiros não são os únicos que investiram em massa em setores estratégicos moçambicanos, como o da indústria de extração. Investidores chineses e sul-africanos também acompanham com atenção a votação que pode trazer uma alternância no poder e incertezas nos negócios futuros com o país.

“Boom” econômico

A descoberta recente de reservas de gás deu impulso à economia moçambicana - o PIB cresceu 7% no ano passado. Mas a riqueza nacional é muito mal distribuída; 40% dos moçambicanos vivem com apenas US$ 2 por dia.

O novo presidente tem dois desafios pela frente: melhorar a distribuição de renda, já que os benefícios do boom econômico até o momento ficaram nas mãos dos empresários. Outra prioridade em Moçambique é o controle demográfico. A metade dos 25 milhões de habitantes do país tem menos de 20 anos e as mulheres ainda têm, em média, cinco filhos.

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