Cúpula Ásia/Europa

Líderes europeus otimistas após encontro entre Putin e Poroshenko em Milão

O presidente russo, Vladimir Putin.
O presidente russo, Vladimir Putin. REUTERS/Alexei Nikolskyi

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Petro Poroshenko, se encontraram na manhã desta sexta-feira (17) na presença de diversos líderes europeus. A reunião aconteceu à margem da Cúpula União Europeia - Ásia, realizada em Milão. Líderes europeus saíram otimistas do encontro diante da "vontade concreta" demonstrada pelos dois presidentes para resolver a crise no leste ucraniano.

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Na saída, Putin disse que o encontro foi "bom, positivo". O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, saiu exibindo otimismo ainda maior. "Foi verdadeiramente positivo", declarou o anfitrião do encontro, antes de ponderar: "Evidentemente, ainda há muitas divergências, o que é normal. Mas quero ressaltar a vontade concreta de encontrar uma solução e saio muito otimista depois desse encontro", acrescentou Renzi.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, garantiu que Putin não quer uma Ucrânia dividida nem uma crise paralisada no leste do país onde separatistas pró-russos lançaram uma insurreição armada.

Segundo Matteo Renzi, o presidente francês, François Hollande, confirmou durante a reunião que a França poderia participar, através do envio de drones, do controle das fronteiras os dois países em conflito.

O Palácio do Eliseu informou que uma nova reunião entre Vladimir Putin e Petro Poroshenko, na presença de Angela Merkel e François Hollande, está programada para o início da tarde desta sexta-feira, em Milão.

Divergências entre Merkel e Putin

Já o encontro de Putin com a chanceler alemã Angela Merkel não teve o mesmo efeito. Desacordos significativos persistem entre a Alemanha e a Rússia sobre a crise ucraniana, declarou o Kremlin após um encontro entre os dois líderes. Putine e Merkel se reuniram por mais de duas horas e meia à margem da Cúpula de Milão.

"Os dois dirigentes continuam a expressar profundas divergências de opiniões sobre a origem do conflito interno na Ucrânia assim como as raízes do que acontece atualmente", afirmou o governo russo através de um comunicado. Os Estados Unidos e os países da União Europeia acusam Moscou de apoiar e até organizar o movimento separatista no leste da Ucrânia. A Rússia nega.

A crise ucraniana ofuscou a 10ª edição da Cúpula da Asem, que reúne chefes de estado e de governo de mais de 50 países da Europa e Ásia. O encontro tem como objetivo reforçar a alianças dos dois continentes desde os aspectos políticos até culturais e econômicos.

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