Síria/ radicais

Ataques aéreos e curdos matam dezenas de extremistas do EI

Bombardeios atingem cidade de síria de Kobani, na fronteira com a Turquia.
Bombardeios atingem cidade de síria de Kobani, na fronteira com a Turquia. REUTERS/Kai Pfaffenbach

Os extremistas do grupo Estado Islâmico sofreram importantes perdas neste fim de semana, nos confrontos pelo controle da cidade síria de Kobani. Pelo menos 31 radicais morreram nos ataques dos combatentes curdos, que lutam para defender a localidade, apoiados por bombardeios aéreos da coalizão internacional.

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Na manhã deste domingo (19), a cidade teve o mais violento combate até agora, iniciado quando jihadistas do grupo Estado Islâmico atacaram forças curdas com morteiros e carros-bomba. Os radicais, que controlam 50% de Kobani e vastas regiões na Síria e no Iraque, dispararam 44 morteiros na localidade no sábado.

Alguns chegaram a cair na vizinha Turquia, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede no Reino Unido. Neste domingo, pelo menos mais quatro morteiros foram lançados pelos extremistas, segundo a organização.

Os ataques aéreos feitos pela coalizão internacional, comandada pelos Estados Unidos, mataram pelo menos 15 extremistas. A coalizão vem bombardeando alvos do Estado Islâmico no Iraque desde agosto e estendeu sua campanha para a Síria em setembro, após o grupo rebelde, adepto de uma interpretação fundamentalista do Islã, realizar progressos consideráveis na região.

Os combates por Kobani, a terceira maior cidade curda da Síria, já duram um mês e acontecem em plena zona urbana. O conflito levou mais de 300 mil pessoas a se refugiarem na Turquia e no Iraque. O observatório sírio afirma que, nos últimos quatro dias, ao menos 70 corpos de jihadistas foram encaminhados para a província de Raqa, além de sete curdos.

Obama e Erdogan conversam

No sábado à noite, os presidentes dos Estados Unidos e da Turquia conversaram por telefone sobre a situação. Barack Obama e Recep Tayyip Erdogan prometeram reforçar a luta contra o grupo terrorista, mas o governo turco continua reticente sobre dar apoio militar à coalizão, de acordo com um comunicado divulgado pela Casa Branca. A hesitação turca esfriou as relações entre os dois países.

Neste domingo, Erdogan reiterou a intenção de não fornecer armas para os militantes curdos. A questão é delicada porque o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) é considerado uma organização terrorista pelo governo. O presidente acusou o Partido da União Democrática Curda, o maior desta comunidade na Síria, de ser aliado do PKK.

“Seria um engano achar que nós diríamos abertamente ‘sim’ ao nosso aliado americano da Otan, sobre esse tipo de apoio”, afirmou.
 

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